Europa Press/Contacto/Li Muzi
O governo venezuelano "repudia e denuncia" uma "agressão militar muito grave" com o objetivo de "se apoderar de seus recursos".
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, exige uma reunião imediata do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
MADRID, 3 jan. (EUROPA PRESS) -
O governo venezuelano denunciou no sábado uma série de ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos contra a capital do país, Caracas, bem como contra os estados de Miranda (onde fica a cidade), Aragua e La Guaira, no que condenou como uma "agressão militar muito grave contra o território e a população venezuelanos".
Em sua primeira reação à série de explosões que abalaram o país na manhã de hoje, o governo venezuelano apontou diretamente os Estados Unidos como responsáveis pela realização de uma série de ataques que, segundo as autoridades do país latino-americano, têm como objetivo "apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente seu petróleo e minerais, em uma tentativa de quebrar a independência política da Venezuela pela força".
Os ataques denunciados pelo governo venezuelano estão aumentando a enorme tensão diplomática e militar que prevaleceu nos últimos meses entre a Venezuela e os Estados Unidos. Vale lembrar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou o envio de navios de combate para a costa da Venezuela, apreendeu petroleiros que saíam de seus portos e ameaçou abertamente atacar o território venezuelano.
Entre as primeiras reações internacionais estava a do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também alvo dos Estados Unidos, que declarou em sua conta no X que o que está acontecendo agora é um "bombardeio" da capital venezuelana e pediu a intervenção imediata das instituições internacionais, começando pelo Conselho de Segurança, do qual seu país é membro desde 1º de janeiro.
"Neste momento, eles estão bombardeando Caracas. Alertando o mundo inteiro, eles atacaram a Venezuela. Estão bombardeando com mísseis. A OEA e a ONU devem se reunir imediatamente", disse Petro, imediatamente antes de pedir uma reunião "imediata" do Conselho de Segurança para "estabelecer a legalidade internacional da agressão contra a Venezuela".
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