Publicado 03/01/2026 04:56

AMP2 - Venezuela denuncia ataques aéreos dos EUA em Caracas e nos estados de Aragua e La Guaira.

CARACAS, 10 de dezembro de 2025 -- Foto tirada do Parque Nacional Ávila, na Venezuela, em 8 de dezembro de 2025, mostra a cidade de Caracas, capital da Venezuela.
Europa Press/Contacto/Li Muzi

O governo venezuelano "repudia e denuncia" uma "agressão militar muito grave" com o objetivo de "se apoderar de seus recursos".

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, exige uma reunião imediata do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

MADRID, 3 jan. (EUROPA PRESS) -

O governo venezuelano denunciou no sábado uma série de ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos contra a capital do país, Caracas, bem como contra os estados de Miranda (onde fica a cidade), Aragua e La Guaira, no que condenou como uma "agressão militar muito grave contra o território e a população venezuelanos".

Em sua primeira reação à série de explosões que abalaram o país na manhã de hoje, o governo venezuelano apontou diretamente os Estados Unidos como responsáveis pela realização de uma série de ataques que, segundo as autoridades do país latino-americano, têm como objetivo "apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente seu petróleo e minerais, em uma tentativa de quebrar a independência política da Venezuela pela força".

Os ataques denunciados pelo governo venezuelano estão aumentando a enorme tensão diplomática e militar que prevaleceu nos últimos meses entre a Venezuela e os Estados Unidos. Vale lembrar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou o envio de navios de combate para a costa da Venezuela, apreendeu petroleiros que saíam de seus portos e ameaçou abertamente atacar o território venezuelano.

Entre as primeiras reações internacionais estava a do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também alvo dos Estados Unidos, que declarou em sua conta no X que o que está acontecendo agora é um "bombardeio" da capital venezuelana e pediu a intervenção imediata das instituições internacionais, começando pelo Conselho de Segurança, do qual seu país é membro desde 1º de janeiro.

"Neste momento, eles estão bombardeando Caracas. Alertando o mundo inteiro, eles atacaram a Venezuela. Estão bombardeando com mísseis. A OEA e a ONU devem se reunir imediatamente", disse Petro, imediatamente antes de pedir uma reunião "imediata" do Conselho de Segurança para "estabelecer a legalidade internacional da agressão contra a Venezuela".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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