MADRID 27 mar. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos três palestinos morreram em um ataque perpetrado por colonos e em uma nova operação das forças de segurança de Israel na Cisjordânia, segundo denúncias das autoridades palestinas, em meio ao aumento desses incidentes nos últimos meses, que deixaram dezenas de mortos, em meio a denúncias da Organização das Nações Unidas e de inúmeras organizações não governamentais.
Em um primeiro incidente, um palestino identificado como Mohamad Faraj al Malhi morreu após levar um tiro na cabeça durante um ataque de colonos contra a localidade de Harmala, situada a sudeste de Belém, um evento que resultou em outros três feridos, todos parentes do falecido, conforme informou a governança palestina de Jerusalém.
O Exército israelense confirmou o incidente e afirmou que os militares foram enviados à área após informações sobre “confrontos” no local, onde “havia sido erguido um assentamento ilegal durante a noite em terrenos privados palestinos, o qual foi imediatamente desocupado e posteriormente reinstalado ilegalmente”.
O Direito Internacional considera ilegais todos os assentamentos nos Territórios Palestinos Ocupados, embora o governo de Israel faça distinção entre aqueles aos quais concedeu permissão e aqueles aos quais não concedeu, como este último, que são os únicos considerados contrários à lei.
Assim, o Exército de Israel destacou que, durante os confrontos, “um cidadão israelense disparou contra as pessoas que se reuniam na zona”. “Como resultado do tiroteio, um morador de Jerusalém Oriental faleceu e três ficaram feridos”, afirmou em seu comunicado, sem se pronunciar sobre se o responsável pelos disparos foi detido.
“Ao chegarem, as forças de segurança dispersaram os manifestantes, evacuaram os feridos e prestaram-lhes atendimento médico”, afirmaram as Forças de Defesa de Israel (FDI), que apontaram para uma investigação policial “para esclarecer as circunstâncias do incidente”.
Por outro lado, pelo menos dois palestinos morreram após serem alvejados por tropas israelenses no campo de refugiados de Qalandia, ao norte de Jerusalém, conforme destacou o Ministério da Saúde da Autoridade Palestina por meio de um comunicado nas redes sociais, sem que o Exército de Israel tenha se pronunciado sobre o ocorrido.
O ministério identificou os mortos como Mustafa Asaad Hamad, de 22 anos, e Sufian Ahmed Salé Abu Leil, de 46. Abu Leil ficou gravemente ferido após ser baleado, mas faleceu horas depois.
Esse tipo de incidente voltou a aumentar desde 7 de outubro de 2023, data dos ataques contra Israel liderados pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), embora já nos primeiros nove meses daquele ano tivessem sido registrados números recordes de palestinos mortos nesses territórios em duas décadas, desde a Segunda Intifada.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos denunciou na semana passada que mais de 36.000 palestinos foram forçados a se deslocar em apenas um ano devido à crescente violência exercida pelas forças de segurança e pelos colonos israelenses na Cisjordânia, o que aumenta o temor de que ocorra uma “limpeza étnica” na região.
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