Publicado 05/08/2025 05:24

AMP2.- Supremo Tribunal Federal determina prisão domiciliar para Bolsonaro por descumprimento de medidas cautelares

O ex-presidente está proibido de receber visitas, exceto de seus advogados, e de usar telefones celulares.

A defesa de Bolsonaro nega que ele tenha violado as medidas cautelares e os EUA acusam De Moraes de tentar "silenciar a oposição".

MADRID, 5 ago. (EUROPA PRESS TELEVISION) -

O Supremo Tribunal Federal do Brasil determinou nesta segunda-feira a prisão domiciliar do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (2019-2023) por descumprir algumas das medidas cautelares impostas por sua suposta responsabilidade no financiamento de um complô para impedir dos Estados Unidos o processo contra ele por golpe de Estado.

"Tendo em vista o reiterado descumprimento das medidas cautelares anteriormente impostas, determino a prisão domiciliar de Jair Messias Bolsonaro", anunciou o juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, responsável pelo caso, em declarações reportadas pelo portal de notícias brasileiro UOL.

O magistrado também ordenou uma busca e apreensão na casa de Bolsonaro em Brasília. O ex-presidente está proibido de receber visitas, exceto de seus advogados, e de usar telefones celulares, inclusive de terceiros. Ele também está usando uma tornozeleira eletrônica.

A decisão de De Moraes de decretar a prisão domiciliar segue-se ao fato de Bolsonaro não ter usado as contas de mídia social de outras pessoas, depois de ter usado as de seu filho primogênito, Flávio, durante manifestações de apoio a ele no país sul-americano no dia anterior para supostamente pressionar e coagir a Suprema Corte.

A DEFESA DE BOLSONARO NEGA QUALQUER VIOLAÇÃO DA LEI

Por sua vez, a defesa do ex-presidente disse na segunda-feira ter sido "surpreendida com a imposição da prisão domiciliar", defendendo que "Bolsonaro não descumpriu nenhuma medida", segundo declarações relatadas pela agência de notícias brasileira.

"A frase 'Boa tarde, Copacabana. Boa tarde, meu Brasil. Um abraço a todos. É pela nossa liberdade. Estamos juntos' (com a qual o ex-presidente se dirigiu aos manifestantes) não pode ser entendida como descumprimento da medida cautelar, nem como ato criminoso", argumentaram seus advogados, que anunciaram que vão recorrer da decisão.

Ao mesmo tempo, o Departamento de Estado dos EUA denunciou que "o juiz (De) Moraes, agora sancionado pelos Estados Unidos por violações de direitos humanos, continua a usar as instituições brasileiras para silenciar a oposição e ameaçar a democracia".

"Os Estados Unidos condenam a ordem de Moraes de impor prisão domiciliar a Bolsonaro e responsabilizarão todos aqueles que ajudarem e forem cúmplices de atos sancionados", lê-se na publicação do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, ligado à pasta diplomática norte-americana, na rede social X.

Washington também criticou o fato de que "impor mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro de se defender em público não é um serviço público". "Deixem Bolsonaro falar", afirmou.

A polícia brasileira revistou a casa de Bolsonaro em Brasília em meados de julho por seu suposto envolvimento no financiamento de um complô nos Estados Unidos para defender tarifas e sanções contra autoridades norte-americanas, incluindo juízes da Suprema Corte cujos vistos foram revogados por Washington.

Os investigadores alegam que Bolsonaro usou até dois milhões de reais (300.000 euros) para fazer campanha por meio de seu filho, Eduardo, nos Estados Unidos desde março, em favor dessas sanções, em um momento em que o presidente Donald Trump demonstrou um interesse incomum em sua situação judicial.

Enquanto isso, há algumas semanas, a promotoria solicitou em suas alegações finais no julgamento do golpe que Bolsonaro fosse considerado culpado, pelo que poderia enfrentar penas de prisão de até 40 anos, além de ser indefinidamente desqualificado para ocupar cargos públicos.

Bolsonaro e mais sete pessoas fazem parte do chamado núcleo central do plano golpista para permanecer no poder após as eleições de outubro de 2022. Eles são acusados de associação criminosa, tentativa de abolir violentamente o estado de direito, golpe de estado e danos à propriedade durante os protestos em que houve uma tentativa de tomar as instituições em 8 de janeiro de 2023.

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