Europa Press/Contacto/President of Russia Office
Ele levanta a possibilidade de estender o cessar-fogo de três dias "dependendo da reação" de Kiev.
MADRID, 11 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente russo, Vladimir Putin, disse no sábado que não descarta a possibilidade de estender o cessar-fogo de três dias declarado em 7 de maio, por ocasião do Dia da Vitória, mas afirmou que essa decisão dependerá da atitude das autoridades ucranianas, a quem ele instou a entrar em negociações diretas sem pré-condições a partir de 15 de maio.
"Declaramos um cessar-fogo pela terceira vez nesse feriado sagrado para nós (...). No futuro, não descartamos a possibilidade de estender sua validade. Mas, é claro, depois de analisar o que acontecerá nos próximos dias, dependendo de como o regime de Kiev reagirá à nossa proposta", disse Putin em uma declaração sem perguntas à mídia russa e internacional no Kremlin.
Nessa linha, ele denunciou que as autoridades de Kiev não apenas "não responderam de forma alguma" à proposta de cessar-fogo de Moscou, mas também "lançaram ataques em grande escala nos dias 6 e 7 de maio", após o anúncio unilateral da Rússia.
"A Rússia tem apresentado repetidamente iniciativas de cessar-fogo. No entanto, essas iniciativas foram sabotadas repetidas vezes pelo lado ucraniano", acrescentou Putin, de acordo com a agência de notícias russa TASS. Como exemplo, o chefe de Estado russo citou o caso da trégua em vigor durante o feriado da Páscoa, um dia em que as forças ucranianas teriam violado o cessar-fogo "quase 5.000 vezes", de acordo com os dados do Kremlin.
O líder russo propôs iniciar o processo de diálogo "sem demora" na quinta-feira, 15 de maio, na cidade turca de Istambul, "onde as negociações foram realizadas e onde foram interrompidas". "Propusemos repetidamente medidas para um cessar-fogo. Nunca recusamos o diálogo com o lado ucraniano", acrescentou.
Enquanto aguarda uma resposta oficial do governo ucraniano, Putin disse estar "otimista" e garantiu que "as relações entre a Federação Russa e os países europeus serão restauradas "mais cedo ou mais tarde".
"Estamos esperançosos de que, mesmo com base nas lições da história e na opinião de nossos povos, começaremos a nos mover em direção à restauração de relações construtivas com os países europeus. Incluindo aqueles que ainda hoje não abandonam a retórica antirrussa e suas ações claramente agressivas contra nós, e que continuam a tentar, como vemos agora, falar conosco, em essência, de maneira rude e com a ajuda de ultimatos", continuou.
Nesse contexto, Putin não quis perder a oportunidade de agradecer a seus "amigos estrangeiros" por seus "esforços" para resolver o conflito ucraniano durante as negociações e reuniões realizadas em Moscou.
PEGANDO O BASTÃO PARA 2022
A Ucrânia e a Rússia já haviam discutido a possibilidade de um acordo na Turquia logo após Putin ordenar que suas tropas invadissem o território ucraniano, mas esse primeiro processo terminou sem nenhum tipo de acordo. O conselheiro do Kremlin, Yuri Ushakov, advertiu no domingo que qualquer processo futuro levaria em conta os resultados dos contatos de 2022.
Além disso, Ushakov disse, "a situação real", o que está acontecendo "no terreno", relata a Interfax.
Essas declarações foram feitas horas depois que os líderes do Reino Unido, França, Alemanha e Polônia pediram - de Kiev - ao presidente russo que aceitasse sua proposta de cessar-fogo: um cessar-fogo de 30 dias como medida de construção de confiança com o objetivo de abrir negociações firmes para acabar com a guerra.
A proposta dos líderes europeus foi apoiada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que fez uma ligação telefônica com o grupo de Kiev.
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