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MADRID, 30 nov. (EUROPA PRESS) -
O pró-governo Rixi Moncada (esquerda) e o candidato conservador Salvador Nasralla já exerceram seu direito de voto nas eleições gerais que serão realizadas neste domingo em Honduras, nas quais, além do chefe de Estado, serão eleitos deputados e prefeitos. Falta votar o candidato de extrema direita Nasry Asfura.
"Eu já sou um vencedor. Nós já somos vitoriosos. Sobrevivemos às armas de 2009, à fraude de 2013 e 2017, derrotamos a ditadura em 2021 com Xiomara (Castro) e hoje o povo continuará a liderar o caminho", disse Moncada da seção eleitoral no bairro Centroamérica Oeste, em Tegucigalpa.
"O povo deve aproveitar a comemoração cívica. Nos 18 departamentos tudo é pacífico. Devemos prestar atenção em como o processo se desenvolve", acrescentou.
Por sua vez, Nasralla fez um apelo à participação e defendeu sua candidatura como uma candidatura que se concentra em melhorar a vida da população. "Sei que vocês querem uma melhor qualidade de vida para vocês e suas famílias e estou aqui para lhes dar isso. Meu objetivo fundamental é oferecer emprego", enfatizou.
Em um claro tom de campanha, ela destacou Moncada por querer que os hondurenhos "passem fome" por ser "inimigo da iniciativa privada". "Quem gera emprego? É a iniciativa privada que traz o dinheiro. Essa senhora quer que vocês passem fome como na Venezuela e em Cuba", disse ele.
Nasralla também alertou sobre possíveis irregularidades. "Foi demonstrado que aqui os que querem cometer fraude são outros. Eu sou a pessoa que traz os votos", enfatizou.
O terceiro na discórdia, Asfura, também convocou um comparecimento maciço e enfatizou que "a raia está em andamento", uma frase que ele tem usado repetidamente na campanha. Asfura ficou em uma longa fila para votar nas seções eleitorais instaladas na Universidade Pedagógica Nacional Francisco Morazán, na capital.
"Hoje é um dia muito importante para Honduras, onde temos que defender a democracia, a liberdade e viver em paz, que é o que cada um de nós quer", declarou.
O Conselho Nacional Eleitoral de Honduras (CNE) declarou formalmente o início do dia de votação às 7h (14h na Espanha continental) após uma cerimônia com a presidente do CNE, Ana Paola Hall, e o conselheiro proprietário Marlon Ochoa. As urnas ficarão abertas até as 17 horas (0 hora na Espanha continental).
AUSÊNCIA DO CONSELHEIRO LÓPEZ-OSORIO
Foi notável a ausência de uma das conselheiras do CNE, Cossette López-Osorio, que denunciou ameaças e a presença de partidários do Partido Libre Refundación (PLR), partido do governo, na seção eleitoral escolhida para a abertura da votação.
"Por motivos de segurança e para não colocar em risco minha integridade, não participarei da cerimônia de abertura do dia da votação. Proteger minha vida e a de minha família não é um ato de medo: é um ato de responsabilidade", explicou ele em sua conta no X.
Mais de seis milhões de hondurenhos estão convocados a eleger o próximo chefe de Estado, 128 membros e 128 suplentes para o Congresso Nacional, 20 membros e 20 suplentes para o Parlamento Centro-Americano (Parlacen), 298 prefeitos, 298 vice-prefeitos e 2.168 vereadores.
A agitada campanha foi marcada por acusações de fraude eleitoral em um país historicamente atingido pela corrupção e pelo tráfico de drogas, bem como pela interferência do presidente dos EUA, Donald Trump, que se declarou publicamente a favor do candidato de ultradireita Asfura e anunciou sua intenção de perdoar o ex-presidente Juan Orlando Hernández, condenado por tráfico de drogas.
A lei eleitoral hondurenha não prevê um segundo turno de votação, portanto, o candidato que obtiver o maior número de votos será o próximo ocupante do Palácio José Cecilio del Valle, a sede presidencial.
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