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MADRID 23 mar. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos oito pessoas morreram e mais de 70 ficaram feridas após a queda de um avião de transporte do Exército colombiano nesta segunda-feira no sul do país, com 125 pessoas a bordo.
O governador de Putumayo, John Gabriel Molina, confirmou esse número de vítimas fatais ao jornal colombiano “El Tiempo”, precisando que elas ainda não foram identificadas, enquanto estimou em pelo menos 73 o número de feridos até o momento.
A esse número somam-se 15 pessoas que se encontram em estado crítico, conforme indicado pelo governador, de um total de 125 pessoas a bordo da aeronave.
Por sua vez, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, elevou para 77 o total de feridos e informou sobre uma vítima fatal no acidente, conforme declarou nas redes sociais, acrescentando que ainda há “43 pessoas cujo estado ainda não foi determinado”.
Enquanto isso, o comandante da Força Aérea colombiana, o general Carlos Fernando Silva, indicou que, até o momento, foram resgatados com vida “48 feridos”, em um vídeo divulgado no X, onde esclareceu que se trata de um número preliminar.
Além disso, ele indicou que a aeronave C-130 Hércules estava fazendo a rota Puerto Leguízamo-Puerto Asís, transportando pessoal do Exército, quando se acidentou às 9h50 (hora local). A bordo viajavam 114 passageiros e onze tripulantes, acrescentou.
O ministro da Defesa colombiano, Pedro Sánchez, confirmou que a aeronave sofreu um acidente “ao decolar de Puerto Leguízamo”, na região de Putumayo, e destacou que “transportava tropas das Forças de Segurança”.
Sánchez informou que já há unidades militares no local do acidente. “No entanto, ainda não foi determinado com precisão o número de vítimas nem as causas do acidente”, explicou ele, após indicar que os protocolos de atendimento às vítimas e suas famílias foram acionados e que uma investigação foi iniciada.
“Expresso minhas mais sinceras condolências aos familiares das pessoas afetadas e, em respeito à sua dor, faço um apelo para que se evitem especulações até que haja informações oficiais”, enfatizou, após reconhecer o evento como “profundamente doloroso” para a Colômbia.
Após o incidente, começaram a circular vídeos do momento em que o avião se acidentou e imagens de civis transportando, em motocicletas, militares feridos no acidente.
Mais tarde, o presidente colombiano, Gustavo Petro, lamentou a falta de renovação do material das Forças Armadas devido a “dificuldades burocráticas”. “Se os funcionários administrativos civis ou militares não estiverem à altura desse desafio, devem ser afastados”, afirmou. “Quem rouba um peso é um assassino de nossas tropas”, advertiu.
“Espero que não tenhamos mortos neste terrível acidente que não deveria ter acontecido”, afirmou antes de referir que o Exército “vem perdendo capacidade há quinze anos”.
Petro advertiu que não dará “mais prazos” porque “é a vida dos jovens que está em jogo”. Assim, anunciou que solicitou “a compra imediata de helicópteros e aviões de carga e transporte de tropas para ampliar a capacidade de transporte e mobilidade das tropas”. Ele também espera poder aprovar a compra de sistemas antidrones, blindagem, caças Gripen e helicópteros.
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