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MADRID, 29 abr. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos duas pessoas ficaram feridas nesta quarta-feira em um ataque perpetrado contra uma sinagoga localizada no bairro de Golders Green, no norte de Londres, capital do Reino Unido, segundo informou a ONG judaica de resposta a emergências Shomrim.
A organização indicou em um comunicado divulgado nas redes sociais que o incidente ocorreu no noroeste da cidade e que, logo após o ataque, o principal suspeito fugiu do local com a arma na mão.
No entanto, pouco depois, vários membros da organização conseguiram detê-lo até a chegada das forças de segurança, que procederam à sua prisão para levá-lo à delegacia. Enquanto isso, as vítimas estão sendo atendidas por equipes do serviço de ambulância judaico Hatzola.
O primeiro-ministro do país, Keir Starmer, reagiu logo após o ataque, que descreveu como “muito preocupante”, durante uma intervenção perante os deputados na Câmara dos Comuns.
“Isso é profundamente preocupante para todos nós que estamos nesta Câmara”, afirmou, ao mesmo tempo em que confirmou que já foi aberta uma investigação a respeito. “Todos nós temos que fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para contribuir”, acrescentou.
Nesse sentido, ele afirmou que “existe uma determinação absoluta e clara de lidar com qualquer ataque desse tipo, aqueles que têm sido vistos com demasiada frequência ultimamente”, segundo informações coletadas pelo jornal ‘The Guardian’.
O PRESIDENTE DE ISRAEL CONDENOU O ATAQUE
Por sua vez, o presidente israelense, Isaac Herzog, disse estar “horrorizado” com o que aconteceu “em plena luz do dia nas ruas de Londres”. “Estamos rezando para que todos os afetados se recuperem o mais rápido possível”, afirmou, ao mesmo tempo em que destacou que “nenhum judeu em todo o mundo deve ser alvo de ataques por causa de sua fé”.
“Em uma das grandes capitais do Ocidente, tornou-se perigoso falar abertamente nas ruas como judeu. Esta situação é inaceitável. O governo britânico e as autoridades devem tomar medidas urgentes e imediatas antes do próximo ataque antissemita”, afirmou.
Nesse sentido, esclareceu que “os alarmes já soaram”. “É hora de acordar e lutar contra essa onda viciosa de ódio contra os judeus de todas as formas possíveis. Nós, em Israel, não ficaremos calados enquanto nossos irmãos e irmãs judeus são ameaçados e atacados em todo o mundo”, concluiu, segundo um comunicado.
As forças de segurança do Reino Unido informaram na segunda-feira que já são 26 as pessoas detidas no país por supostamente planejarem ataques contra eventos e estabelecimentos comerciais relacionados à comunidade judaica, número ao qual se soma o homem detido nesta manhã.
Esta onda de detenções começou no final de março, no âmbito de uma série de operações policiais iniciadas na sequência de vários ataques incendiários contra alvos judeus, como uma sinagoga, uma organização judaica e outros locais do gênero. No momento, a Polícia Antiterrorista está investigando a possível origem desse tipo de ameaças.
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