Publicado 06/07/2026 03:29

Onze pessoas morrem e outras 46 ficam feridas em bombardeios da Rússia contra Kiev

A Rússia confirma um “ataque em grande escala”, no qual a Ucrânia afirma que as tropas russas lançaram cerca de 70 mísseis e mais de 350 drones

2 de julho de 2026, Kiev (Província de Kiev, Ucrânia): Equipes de resgate lutam contra as chamas e procuram sobreviventes nas ruínas de um prédio residencial de nove andares que sofreu desabamento parcial em Kiev, após um ataque russo em grande escala com
Europa Press/Contacto/Louis Lemaire-Sicre

MADRID, 6 jul. (EUROPA PRESS) -

Pelo menos onze pessoas morreram e outras 46 ficaram feridas em decorrência de novos bombardeios lançados na madrugada de domingo pelo Exército da Rússia contra a capital da Ucrânia, Kiev, conforme confirmaram as autoridades em seu último balanço, embora já tenham alertado que o número de mortos pode continuar aumentando nas próximas horas.

“Segundo os médicos, há atualmente onze vítimas do ataque noturno do inimigo contra Kiev”, informou nas redes sociais o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, que atribuiu uma das mortes a “um ferido que faleceu esta manhã no hospital”. Os feridos, por outro lado, somam 46, dos quais 27 foram hospitalizados, “incluindo três crianças”, destacou ele.

O líder local alertou que “há destruição e danos em quatro distritos da cidade”. “O distrito de Podilski foi o que mais sofreu”, alertou ele, apontando para impactos em prédios residenciais que também ocorreram no distrito de Darnitski.

As equipes de resgate, que “também estão lidando com as consequências do ataque nos distritos de Obolonski e Holosiivski”, estão trabalhando nessas áreas, e os médicos estão nos prédios onde ocorreram os impactos, observou ele.

Essa situação coincide com a descrita pelo governador de Kiev, Timur Tkachenko, que lamentou que “a situação mais grave se dá nos distritos de Darnitsia e Podilski, onde os russos bombardearam diretamente prédios residenciais de grande altura”. “A situação está em constante mudança”, enfatizou ele, observando que “operações de resgate estão sendo realizadas em mais de 20 locais”.

A Força Aérea ucraniana informou em um comunicado que as tropas russas lançaram, durante a noite, 351 drones e 68 mísseis contra o país, incluindo seis mísseis antinavio ‘Zircon’, 29 mísseis balísticos ‘Iskander’ e ‘Kalibr’, e 33 mísseis de cruzeiro “Kh-101”.

Assim, afirmou que os sistemas de defesa antiaérea derrubaram 37 mísseis e 326 drones, embora tenha confirmado impactos em 34 locais na Ucrânia, bem como a queda de destroços das interceptações em outros 16 locais. “O ataque continua, já que há inúmeros drones no espaço aéreo ucraniano”, alertou.

Por sua vez, o Ministério da Defesa russo confirmou um “ataque maciço” contra a Ucrânia, no que descreveu como “uma resposta aos ataques terroristas do regime de Kiev contra infraestrutura civil na Rússia”, segundo um comunicado publicado nas redes sociais.

O ministério destacou que suas tropas utilizaram “armas de precisão e longo alcance”, além de drones, para atacar “instalações da indústria militar e instalações de combustível e energia” em Kiev e na região de Kiev, bem como “infraestrutura de aeródromos militares” em Kiev, Dnipropetrovsk, Poltava, Cherkasi e Chernígov.

O ataque começou horas depois que o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, alertou sobre novos ataques de saturação russos, citando informações da inteligência ucraniana. “É típico de (Vladimir) Putin: logo após o Dia da Independência dos Estados Unidos e antes da cúpula da OTAN em Ancara”, afirmou ele em sua habitual mensagem vespertina diária.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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