Europa Press/Contacto/Mykhaylo Palinchak
MADRID, 2 jun. (EUROPA PRESS) -
O número de vítimas dos ataques perpetrados pela Rússia entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça-feira contra as cidades ucranianas de Kiev, Dnipró, Kharkiv e Kamianske aumentou para treze mortos e mais de cem feridos, conforme confirmado pelas autoridades ucranianas.
O Serviço Estatal de Emergências indicou que “devido ao ataque combinado da Rússia contra a Ucrânia, treze pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas”, antes de especificar que “a maior destruição da infraestrutura civil ocorreu em Kiev, Dnipró e Kharkiv”, com quatro mortos em Kiev e outros nove em Dnipró.
“Na capital, as equipes de resgate trabalham desde a noite em todos os distritos, em um total de 29 locais. A maioria dos incêndios foi extinta, embora o trabalho continue em seis pontos ativos em cinco distritos de Kiev”, informou por meio de um comunicado publicado nas redes sociais.
O órgão precisou que mais de 60 pessoas ficaram feridas na capital, onde também foram registrados danos em vários edifícios residenciais. Além disso, foi declarado incêndio em um prédio ligado ao Ministério do Interior ucraniano.
Por outro lado, destacou que entre as nove vítimas fatais em Dnipró há uma criança e lamentou “uma noite difícil” nesta cidade, onde foram registrados pelo menos 35 feridos, e na de Kharkiv. Entre os mortos em Dnipró está também um membro das equipes de emergência identificado como Anton Yarmolenko.
A esses balanços, somam-se três feridos em Kamianske, em Dnipropetrovsk, e outros dez feridos em Kharkiv, bem como danos materiais nas províncias de Mykolaiv, Sumy, Poltava, Chernihiv e Zaporizhzhia.
UM "ATAQUE MASSIVO E COMBINADO"
Por sua vez, a Força Aérea ucraniana denunciou que as tropas russas lançaram 73 mísseis e mais de 650 drones contra o país nas últimas horas, no que descreveu como "um ataque massivo e combinado" por terra, mar e ar.
“O principal alvo do ataque foi Kiev”, especificou, ao mesmo tempo em que ressaltou que o Exército russo lançou 8 mísseis antinavio, 33 mísseis balísticos ‘Iskander’, 27 mísseis de cruzeiro ‘KH-101’, cinco mísseis de cruzeiro ‘Kalibr’ e 656 drones contra o território ucraniano.
Nesse sentido, ele garantiu que os sistemas de defesa antiaérea destruíram 40 mísseis e 602 drones, embora tenha confirmado o impacto de 33 mísseis e 33 drones em 38 pontos do país, bem como a queda de fragmentos das interceptações em outros 15 locais.
“O ataque continua, uma vez que há numerosos drones no espaço aéreo ucraniano”, alertou a Força Aérea, que pediu à população que “não ignore os alarmes”.
O Ministério da Defesa russo, por sua vez, confirmou um “ataque maciço” contra a Ucrânia com mísseis, incluindo mísseis hipersônicos, e drones, no que descreveu como “uma resposta aos ataques terroristas do regime de Kiev”.
O ministério afirmou em um comunicado que os alvos foram “empresas da indústria de defesa em Kiev, Zaporizhia, Kharkiv, Dnipropetrovsk, Poltava, Khmelnytskyi e Sumy, bem como instalações de infraestrutura de combustível e transporte utilizadas pelas Forças Armadas e bases militares”.
“Os alvos do ataque foram atingidos. Todos os alvos designados foram atingidos", afirmou o Ministério da Defesa russo, no âmbito de seus ataques contra a Ucrânia decorrentes da guerra desencadeada em fevereiro de 2022 pela ordem de invasão assinada pelo presidente russo, Vladimir Putin.
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