Europa Press/Contacto/Volodymyr Tarasov
MADRID 5 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, lamentou nesta quarta-feira o “golpe devastador” que as Forças Armadas da Rússia voltaram a infligir durante a noite passada em Kiev, por meio de um ataque em grande escala que já deixou 17 mortos e cerca de 50 feridos.
Zelenski voltou a enfatizar que muitas vidas poderiam ter sido salvas se houvesse os mísseis interceptadores necessários, em consonância com os intensos apelos que vem fazendo aos seus parceiros nas últimas semanas, incluindo as licenças que Washington já concedeu para a fabricação do Patriot.
“É muito importante que os parceiros compreendam que os atrasos nos fornecimentos ou a falta de preparação para transferir sistemas antibalísticos levam exatamente a essas vítimas terríveis e a essa destruição”, afirmou nas redes sociais, onde pediu aos aliados da Ucrânia que, caso não estejam em condições de realizar essas entregas, pelo menos pressionem a Rússia com sanções.
“Uma parte significativa da produção balística da Rússia não está sujeita a sanções”, destacou o presidente da Ucrânia, instando tanto o G7 quanto a UE a darem “novos passos” nessa direção, rumo à “proteção da vida”.
Zelenski detalhou que as forças russas utilizaram, durante a noite passada, 24 mísseis balísticos, quatro mísseis de cruzeiro Zircón e 115 drones. “O alvo principal do ataque foram armazéns de empresas civis, além de ataques contra infraestrutura e uma estação ferroviária”, denunciou.
Enquanto isso, o alerta aéreo na região continua. O Serviço Estatal de Emergências informou que os ataques atingiram os distritos de Brovari, Bucha e Fastiv.
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