Publicado 20/08/2026 12:37

O número de mortos sobe para 16 e o de feridos para 41 devido aos últimos ataques das tropas russas contra Kiev

A Ucrânia confirma três mortos e cerca de 50 feridos no ataque de quarta-feira contra uma delegacia em Jitomir

16 de agosto de 2026, Kiev, Ucrânia: Consequências de um incêndio em grande escala no mercado de livros próximo à estação de metrô Pochaina, causado por um ataque com mísseis balísticos russos ocorrido durante a madrugada, em Kiev, Ucrânia, em 16 de agost
Europa Press/Contacto/Volodymyr Tarasov

MADRI, 20 ago. (EUROPA PRESS) -

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, estimou em 16 o número de mortos e em 41 o de feridos pelos novos ataques lançados nesta quinta-feira pelas Forças Armadas da Rússia contra a capital ucraniana, que nas últimas semanas tem sido alvo de uma das mais intensas ondas de ataques desde o início da invasão, em fevereiro de 2022.

“A capital está se recuperando de uma intensa onda de ataques”, explicou Klitschko, que, inicialmente, estimou em 15 mortos e 39 feridos o número de vítimas dos bombardeios russos, que afetaram principalmente os distritos de Sviatoshinski, Solomianski e Darnitski.

A queda de destroços de um drone provocou um incêndio em um prédio de escritórios localizado no distrito de Holosivski, que resultou em pelo menos um morto e dois feridos, embora o número possa aumentar enquanto as equipes de resgate continuam a busca por possíveis vítimas dentro das instalações, informou horas depois o prefeito de Kiev.

O dia 21 de agosto foi declarado dia de luto em Kiev em memória das vítimas. “As bandeiras serão hasteadas a meio mastro em todos os prédios municipais da cidade”, disse o prefeito, que ordenou a suspensão de todas as atividades recreativas e de entretenimento programadas para esta sexta-feira, em sinal de respeito.

Os ataques provocaram incêndios que já foram controlados e causaram danos em prédios residenciais, um centro médico infantil e uma escola em Solomianski, informou Klitschko. O alerta aéreo continua em vigor na capital.

Por sua vez, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, destacou que essa onda de ataques russos foi preparada “há muito tempo” e envolveu uma combinação significativa de diferentes tipos de mísseis balísticos, de cruzeiro e drones “com o objetivo de causar o maior dano possível à infraestrutura civil”.

“Há destruição em Kiev e na região, assim como nas regiões de Odessa e Chernígov”, lamentou ele em uma mensagem nas redes sociais, na qual compartilhou imagens das consequências deixadas pelos bombardeios. “Infelizmente, enquanto Moscou investe em mísseis balísticos e na escalada do conflito, esses ataques nem sempre recebem a resposta que deveriam da comunidade internacional”, criticou.

Trata-se de uma crítica habitual do presidente ucraniano, que nos últimos meses elevou um pouco o tom de suas reclamações em relação ao que considera uma resposta insuficiente de seus parceiros para equipar a Ucrânia com o armamento e os equipamentos necessários para repelir esse aumento dos ataques russos.

“Enquanto a Ucrânia não tiver defesa antibalística suficiente, a Rússia não considerará seriamente a paz. Estamos fazendo todo o possível para garantir que tenhamos essa proteção (...) mas os interceptores Patriot ainda não podem ser substituídos, e precisamos deles todos os dias. Cada míssil a mais salva vidas do nosso povo”, afirmou ele.

ATAQUE EM YITOMIR

Por outro lado, as autoridades ucranianas confirmaram a morte de três pessoas, todas policiais, além de 53 feridos, em consequência do bombardeio russo ocorrido na véspera contra uma delegacia na província de Yitomir.

As equipes de resgate continuam trabalhando no local, após o incêndio provocado pelo impacto dos drones ter sido extinto. “É uma perda irreparável para a Polícia Nacional”, declarou a instituição, que criticou Moscou por direcionar seus ataques contra o pessoal encarregado de zelar pela segurança da população civil.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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