Publicado 15/08/2026 08:04

O número de mortos em ataques israelenses em duas localidades no sul do Líbano sobe para nove

HOULA, 12 de agosto de 2026  -- Esta foto, tirada em 11 de agosto de 2026 na vila de Chaqra, mostra a destruição causada pelos ataques israelenses na vila fronteiriça de Houla, no Líbano.
Europa Press/Contacto/Ali Hashisho

MADRID 15 ago. (EUROPA PRESS) -

Pelo menos nove pessoas morreram neste sábado em consequência de vários ataques aéreos perpetrados pelo Exército israelense contra as localidades de Ansar e Deir el Zahrani, localizadas no distrito de Nabatiye, no sul do Líbano, no contexto do aumento dos bombardeios israelenses sobre a região, apesar do cessar-fogo em vigor.

O Ministério da Saúde libanês divulgou neste sábado um balanço oficial do ataque contra a localidade de Ansar, onde morreram sete pessoas, entre elas três menores e duas mulheres, além de deixar outros dois civis feridos. Por outro lado, outro ataque contra Deir Zahrani deixou dois mortos e nove feridos.

Além disso, aeronaves israelenses realizaram ataques aéreos contra a colina estratégica de Ali al Taher — descrita pelo Exército de Israel como um importante “bastião” do partido-milícia xiita Hezbollah — nos arredores de Nabatiye al Fauqa.

O Exército israelense confirmou, em uma mensagem nas redes sociais, ter realizado ataques aéreos durante a noite contra “infraestruturas da organização terrorista Hezbollah” em Nabatiye e Ansar, sem fornecer mais detalhes sobre os bombardeios.

“Os ataques foram realizados após uma ação da organização terrorista Hezbollah contra nossas forças na área de Ali al Tahar, que se encontra dentro da zona de segurança na qual operam as tropas do Exército israelense”, indicou, acrescentando que não permitirá que a milícia “cause danos aos civis” nem às suas forças.

Segundo as autoridades libanesas, mais de 4.300 pessoas morreram e outras 12.200 ficaram feridas em ataques do Exército de Israel contra o país vizinho desde 2 de março, dia em que os combates com o Hezbollah foram retomados.

Os ataques continuam ocorrendo apesar da assinatura de um acordo com o governo libanês que prevê o desarmamento do Hezbollah e uma retirada gradual do Exército do sul do Líbano. Israel justifica sua agressão, apesar do cessar-fogo em vigor e em meio às negociações sobre o plano de desarmamento, alegando que existe uma “infraestrutura terrorista” do grupo que representa uma ameaça às tropas israelenses.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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