Europa Press/Contacto/IDF
Netanyahu insiste em cumprir metas ofensivas durante visita à base militar
O primeiro-ministro se reúne por três horas com oficiais militares seniores para discutir "opções" para a campanha no enclave
MADRID, 5 ago. (EUROPA PRESS) -
O ministro israelense da Defesa, Israel Katz, disse nesta terça-feira que a liderança militar "acatará" a decisão tomada pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sobre o futuro da ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, em meio a tensões sobre um possível plano para ocupar totalmente o enclave.
"Meu papel como ministro da defesa encarregado das Forças de Defesa de Israel (IDF) é garantir que esse seja o caso e eu o farei", disse ele durante uma visita à zona de amortecimento de Gaza, de acordo com o The Times of Israel.
Suas declarações foram feitas depois que a tensão cresceu nas últimas horas dentro do gabinete e da liderança militar sobre a possibilidade de Netanyahu anunciar esta semana um possível plano para ocupar totalmente o enclave, uma medida rejeitada pelo chefe do exército, Eyal Zamir, devido à situação dos reféns.
De fato, o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, disse em uma mensagem publicada nas redes sociais que o chefe do Estado-Maior "é obrigado a expressar sua posição profissional sem hesitação à liderança política" após as críticas contra ele por expressar sua rejeição à possível medida.
A recusa de Zamir também provocou tensão no campo da oposição. O líder da oposição da coalizão azul e branca, Benny Gantz - que deixou o gabinete de guerra em junho justamente por causa de divergências sobre o futuro de Gaza - chamou os ataques ao chefe do exército de "imprudentes".
"No Estado de Israel, o chefe do Estado-Maior é subordinado à liderança política, sempre foi e sempre será, mas ele não é um fantoche em uma corda ou um carimbo de borracha", disse ele, acrescentando que, em vez de "reclamar", é necessário "internalizar" que "o problema está no nível político e não no nível militar".
NETANYAHU INSISTE NOS OBJETIVOS DA OFENSIVA
Netanyahu, que visitou uma base do exército em Tel HaShomer, nos arredores de Tel Aviv, na terça-feira, insistiu novamente no cumprimento dos objetivos da ofensiva, que incluem "derrotar o inimigo" no enclave, libertar reféns e garantir que "Gaza nunca mais será uma ameaça para Israel".
"Não desistimos de nenhum desses objetivos. Faremos isso juntos com o grande sacrifício de nossos homens e mulheres combatentes", enfatizou o primeiro-ministro israelense, de acordo com uma declaração divulgada por seu gabinete.
Mais tarde, ele confirmou que havia realizado uma reunião com oficiais militares seniores que durou "aproximadamente três horas", na qual o chefe do exército "apresentou opções para continuar a campanha em Gaza".
Espera-se que o gabinete liderado por Netanyahu se reúna nesta semana para decidir se estenderá a ofensiva contra Gaza, em um contexto no qual os relatórios da mídia israelense sugerem que as autoridades israelenses pretendem expandir suas ações e ocupar todo o território costeiro palestino.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático