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Trump comemora as libertações na Venezuela e pede aos libertados que se lembrem da “sorte” que tiveram pela intervenção dos EUA na Venezuela MADRID 11 jan. (EUROPA PRESS) -
A ONG venezuelana Foro Penal, especializada no acompanhamento da situação dos presos políticos no país, confirmou a libertação de outras cinco pessoas presas na América Latina, elevando para 17 o número de pessoas libertadas pelo governo da Venezuela nos últimos dias.
O vice-presidente do Foro Penal, Gonzalo Himiob, informou que os libertados neste sábado são Diógenes Omar Angulo, Luis Fernando Junior Sánchez, Yanny Esther González — presidente do Colégio de Profissionais de Enfermagem do estado de Barinas —, Luis Aquiles Rojas e Federico Tomás Ayala Zawiska, que se juntam às outras pessoas libertadas neste sábado.
“Liberada em Barinas a enfermeira Yanny Esther González Terán, detida arbitrariamente em 22 (de julho de 2025)”, indicou Himiob em sua conta na rede social X, emitindo um aviso para cada preso libertado.
Nesta sexta-feira, a referida ONG anunciou a libertação de nove presos, entre eles cinco espanhóis, que já se encontram em território espanhol.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aplaudiu o fato de as autoridades da Venezuela terem iniciado a libertação de presos políticos e exortou os libertados a “nunca esquecerem” a “sorte” que tiveram pela intervenção dos Estados Unidos, que no dia 3 de janeiro bombardeou Caracas e capturou o presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores.
“A Venezuela iniciou o processo, em grande estilo, de libertação de seus presos políticos. Obrigado! Espero que esses presos se lembrem da sorte que tiveram por os Estados Unidos terem intervindo e feito o que precisava ser feito. Espero que nunca se esqueçam disso! Se o fizerem, não será bom para eles”, afirmou o inquilino da Casa Branca em uma mensagem no Truth Social. Da mesma forma, o vice-presidente do Foro Penal indicou que “não é momento de pedir aos libertados, mesmo que já não estejam na Venezuela, que prestem depoimento”, apesar de “se compreender a necessidade de informação”. Himiob destacou que muitas pessoas ainda estão presas e que a prioridade deve ser sua liberdade. Por sua vez, o opositor Edmundo González Urrutia denunciou que “nem 1%” do total de presos políticos encarcerados nas prisões da Venezuela foram libertados.
O Foro Penal estima que, neste momento, existem cerca de 803 presos nesta condição nas prisões do país, entre eles 86 estrangeiros (17 com dupla nacionalidade hispano-venezuelana).
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