Publicado 21/03/2026 19:13

AMP2.- Mais de cem feridos em ataques iranianos contra cidades do sul de Israel

Nos arredores de Dimona fica o principal centro de experimentação nuclear de Israel

Militares mobilizados após o impacto de projéteis iranianos no sul de Israel
FDI

MADRID, 21 mar. (EUROPA PRESS) -

Mísseis iranianos atingiram, na noite deste sábado, as cidades israelenses de Arad e Dimona, causando mais de uma centena de feridos, conforme confirmado pelos serviços de emergência israelenses, no que parece ser uma falha dos sistemas de defesa antiaérea israelenses.

Em Arad, um míssil balístico iraniano atingiu o local, causando 68 feridos e graves danos materiais em edifícios da cidade, segundo informa a Magen David Adom, a Cruz Vermelha israelense. Dez dos feridos estão em estado grave e onze têm prognóstico moderado.

Dezenas de ambulâncias e unidades móveis de terapia intensiva foram mobilizadas para o local do impacto, e o Hospital Soroka entrou em estado de alerta para receber os feridos. Vários helicópteros também foram mobilizados.

Cerca de vinte edifícios foram danificados pelo impacto do projétil iraniano e teme-se que possa haver pessoas desaparecidas que tenham ficado presas sob os escombros.

Este incidente soma-se ao de Dimona, onde um projétil atingiu a cidade, também localizada no sul do país, e causou pelo menos cinquenta feridos, segundo informaram os serviços de emergência israelenses.

A maioria dos feridos apresenta lesões leves, embora uma criança de 12 anos tenha ficado gravemente ferida por estilhaços e outra pessoa tenha ferimentos moderados, segundo a Magen David Adom. Até 29 outras pessoas estão com ferimentos leves e outras 20 receberam atendimento por situações relacionadas ao pânico. Além disso, foi relatado o desabamento de uma estrutura nessa zona de Dimona.

Os serviços médicos atenderam principalmente casos de quedas de pessoas que corriam em direção aos abrigos e de pessoas com ansiedade devido aos ataques, segundo a Estrela de David Vermelha.

Por sua vez, as Forças Armadas israelenses informaram que estão investigando por que as defesas antiaéreas não conseguiram interceptar o míssil balístico que atingiu a cidade de Dimona. O Exército confirmou que houve uma resposta defensiva ao míssil balístico, mas não conseguiram impedir o ataque. “O incidente será investigado”, afirmou um porta-voz militar citado pelo jornal ‘The Times of Israel’.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reconheceu que foi “uma tarde muito difícil” devido aos ataques em Dimona e Arad. Netanyahu conversou com o prefeito de Arad, Yair Maayan, e ordenou que fosse prestada “toda a assistência necessária” por parte do governo. “Estamos decididos a continuar atacando nossos inimigos em todas as frentes”, enfatizou.

SEM NÍVEIS ANORMAIS DE RADIAÇÃO

O incidente em Dimona já foi registrado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que destacou que “não foram detectados níveis anormais de radiação” nos países vizinhos.

“Não recebemos nenhuma informação sobre danos no centro de pesquisa nuclear do Negev”, indicou a agência internacional. O centro de pesquisa fica a cerca de doze quilômetros da cidade de Dimona, alvo do ataque.

O diretor-geral da AIEA, o argentino Rafael Grossi, destacou que “deve ser observada a máxima contenção militar, em particular nas imediações de instalações nucleares”.

Também foi relatado um ataque com mísseis iranianos sobre a região de Eilat, no extremo sul do país, sem que, até o momento, haja notícias de feridos. O ataque acionou as sirenes antiaéreas e provavelmente foi interceptado pelos sistemas de defesa israelenses.

Dimona abriga o Centro de Pesquisa Nuclear do Negev, principal instalação nuclear israelense, e foi atacada depois que, neste mesmo domingo, foi bombardeada a usina de enriquecimento de urânio Shahid Ahmadi Roshan, na província central de Natanz.

Israel possui armamento nuclear desenvolvido a partir do urânio enriquecido em Dimona, embora oficialmente nunca tenha reconhecido isso, sendo a única potência nuclear da região do Oriente Médio.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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