Publicado 08/04/2026 15:42

Mais de 250 mortos e 1.100 feridos devido à onda de ataques de Israel no Líbano após o anúncio da trégua

Entre as vítimas fatais estão 12 profissionais de saúde

8 de abril de 2026, Beirute, Beirute; Beirute, Líbano: Antes do que se espera ser um cessar-fogo na guerra que começou em 2 de março, Israel realizou sua onda de ataques mais intensa até o momento contra a cidade de Beirute e em todo o país. Aqui, um arra
Europa Press/Contacto/Nicolas Cleuet

MADRID, 8 abr. (EUROPA PRESS) -

Mais de 250 pessoas morreram e mais de 1.100 ficaram feridas nesta quarta-feira no Líbano devido à última onda de bombardeios de Israel, informaram as autoridades libanesas, depois que o Exército israelense afirmou ter lançado seu “maior ataque” contra supostos alvos do partido-milícia xiita Hezbollah desde o início da ofensiva contra o país.

A Defesa Civil libanesa confirmou que o número total de mortos chega a 254, enquanto outras 1.165 pessoas ficaram feridas. Por regiões, Beirute registra o maior número de mortes, um total de 92, e outros 742 feridos, enquanto nos subúrbios da capital foram registrados 61 mortos e 200 feridos.

Em outras regiões, como Balbeek ou Nabatiye, morreram 18 e 28 pessoas, respectivamente. Da mesma forma, em Sidon, 12 cidadãos morreram e outros 56 ficaram feridos pelos ataques israelenses, de acordo com um comunicado divulgado nas redes sociais.

O Ministério da Saúde libanês havia indicado anteriormente que o balanço de vítimas era de 112 mortos e 837 feridos, embora tenha esclarecido que se tratavam de números preliminares, enquanto os serviços de emergência continuam realizando operações de resgate.

O número de mortos até o momento inclui 12 profissionais de saúde, indicou o ministro da Saúde, Rakan Nasereldín, em declarações à emissora LBCI News, que alertou que o sistema de saúde do país enfrenta “uma grave sobrecarga” diante do aumento contínuo de vítimas.

“Estamos coordenando e colaborando com os serviços de emergência, juntamente com o povo libanês, e nossos hospitais têm respondido amplamente, apesar da dificuldade da situação, sem problemas significativos”, assegurou Nasereldín.

Nesta mesma terça-feira, a emissora Saut al Fará denunciou a morte de uma de suas jornalistas, Ghada Daij, de 37 anos, em consequência de um dos ataques de Israel contra a cidade de Tiro, no sul do Líbano. De acordo com o jornal libanês 'L'Orient-Le Jour', mais de dez jornalistas e profissionais da mídia morreram neste país às mãos do Exército israelense desde outubro de 2023.

Entre os mortos está também o xeque Sadeq Nabulsi, professor de Ciências Políticas e figura próxima ao partido-milícia xiita Hezbollah, segundo informações desse mesmo meio de comunicação. Nalbusi era irmão do ex-chefe de imprensa do grupo, Mohamad Afif Nabulsi, morto em um ataque israelense em 2024.

O Exército de Israel anunciou horas antes “um ataque em grande escala contra sedes militares e infraestrutura do Hezbollah em Beirute, no Vale do Becá e no sul do Líbano”, depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã não inclui o Líbano, apesar de o Paquistão, mediador do acordo, ter afirmado que sim.

As autoridades libanesas elevaram, em seu último balanço, publicado na terça-feira, para mais de 1.500 o número de mortos e 4.600 de feridos pelos ataques de Israel, que deixaram ainda mais de um milhão de deslocados, enquanto pelo menos outras 200.000 pessoas cruzaram para a vizinha Síria desde 2 de março, de acordo com dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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