Publicado 07/05/2026 12:15

Leão XIV recebe Marco Rubio no Vaticano após as críticas de Trump ao Papa

Roma, Itália: ITALY REL - Vaticano, 7 de maio de 2026: O Papa Leão VIX durante uma audiência privada com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, no Vaticano. Fotografia de VATICAN MEDIA/ Catholic Press Photo RESTRITO AO USO EDITORIAL - PROIBIDO PARA
Europa Press/Contacto/VATICAN MEDIA

Ambos abordaram a situação no Oriente Médio e renovaram “seu compromisso comum de cultivar boas relações bilaterais” MADRID 7 maio (EUROPA PRESS) -

O Papa recebeu nesta quinta-feira, 7 de maio, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, no Vaticano, conforme informou o “L’Osservatore Romano”, jornal oficial da Santa Sé. O encontro ocorre após as críticas do presidente norte-americano, Donald Trump, contra o Pontífice, por causa da guerra no Irã.

Durante o encontro, conforme revelou o porta-voz do Executivo norte-americano, Tommy Pigott, foram abordadas a situação no Oriente Médio e “questões de interesse mútuo” no hemisfério ocidental. Além disso, ele destacou que foi ressaltada a “sólida” relação entre os Estados Unidos e a Santa Sé, bem como seu “compromisso comum com a promoção da paz e da dignidade humana”.

Posteriormente, Rubio se reuniu com o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, para dialogar sobre a cooperação mútua e assuntos internacionais urgentes, acrescentou Pigott. Nesse sentido, ele destacou que revisaram as iniciativas humanitárias em andamento no hemisfério ocidental e os “esforços” para alcançar uma paz duradoura no Oriente Médio. Da mesma forma, ele insistiu que a conversa refletiu a “sólida” aliança entre os Estados Unidos e a Santa Sé na promoção da liberdade religiosa.

Por sua vez, a Santa Sé destacou que, durante as “conversas cordiais”, ambos os Estados renovaram “seu compromisso comum de cultivar boas relações bilaterais entre a Santa Sé e os Estados Unidos da América”.

Segundo acrescentaram, o encontro incluiu também “uma troca de pontos de vista sobre a situação regional e internacional, com especial atenção aos países marcados pela guerra, pelas tensões políticas e pelas difíceis situações humanitárias, bem como sobre a necessidade de trabalhar incansavelmente pela paz”.

Poucos dias antes da visita, o próprio Rubio tentou minimizar essas declarações feitas por Trump contra Robert Prevost e também negou que sua iminente visita ao Vaticano tenha como objetivo “suavizar as tensões” com a Santa Sé. Foi o que ele afirmou em uma coletiva de imprensa na qual esclareceu que se trata de uma viagem que estava “planejada desde antes”, alegando que “há muito o que discutir com o Vaticano”.

O chefe da diplomacia norte-americana destacou que, entre os temas que pretende abordar com Leão XIV, estão a preocupação “compartilhada” com a liberdade religiosa e a situação de Cuba, submetida a um bloqueio que Washington vem agravando há meses. “Recebemos seis milhões de dólares em ajuda humanitária, mas (as autoridades cubanas) não nos deixam distribuí-la. Nós a distribuímos por meio da Igreja. Gostaríamos de fazer mais (...) Portanto, há muito o que discutir”, explicou.

Questionado sobre as recentes declarações de Trump acusando Leão XIV de colocar “em perigo os católicos”, Rubio negou que “essa seja uma descrição precisa do que o presidente disse”. “O que o presidente disse basicamente é que o Irã não pode ter uma arma nuclear porque a usaria contra lugares onde há muitos católicos e cristãos, e contra outros grupos”, esclareceu.

Assim, ele considerou que “o presidente não entende por que ninguém, deixando de lado o Papa, o presidente e eu, e acho que a maioria das pessoas, não consigo entender por que alguém pensaria que é uma boa ideia o Irã vir a ter uma arma nuclear”.

O inquilino da Casa Branca havia afirmado horas antes que o Papa “está colocando em risco muitos católicos e muitas pessoas” durante uma entrevista concedida ao canal conservador Salem News Channel, na qual criticou que o pontífice “prefere falar que é bom que o Irã tenha uma arma nuclear”. “Não acho que isso seja bom”, sustentou.

Leão XIV respondeu a Trump nesta mesma terça-feira, como já fez em outras ocasiões, a perguntas dos jornalistas: “A missão da Igreja é anunciar o Evangelho, pregar a paz. Se alguém quiser me criticar por anunciar o Evangelho, que o faça com a verdade”, assegurou.

Assim, ele insistiu que a Igreja vem se pronunciando há anos contra todas as armas nucleares, conforme informou o Vatican News. “Não há dúvida alguma sobre isso”, sentenciou. Ele também manifestou seu desejo de ser ouvido pelo valor da palavra de Deus. “Já falei desde o primeiro momento em que fui eleito e já estamos nos aproximando do aniversário. Eu disse: ‘A paz esteja convosco’”, destacou, relembrando a data de sua eleição, que ocorrerá nesta sexta-feira, 8 de maio.

Sobre o encontro com Marco Rubio, o Papa expressou sua esperança de que seja “um bom diálogo” para chegar “com confiança” e “com abertura” a um “bom” entendimento. “Acho que os temas pelos quais ele vem não são os de hoje. Veremos...”, acrescentou.

O Pontífice também recebeu nesta quinta-feira o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, conforme informou a Sala de Imprensa da Santa Sé, que destaca que as conversas com o secretário de Estado, Pietro Parolin, com quem Tusk se reuniu posteriormente, transcorreram em um ambiente cordial. Entre os assuntos tratados em matéria de política internacional, destacam-se o conflito na Ucrânia, bem como o papel da Polônia na UE nesse contexto.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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