Publicado 09/07/2026 04:34

O Irã assume a autoria de ataques contra “bases” e instalações dos EUA no Kuwait, no Bahrein e no Catar

Qalibaf adverte que o Estreito de Ormuz só será aberto “por meio de acordos iranianos” e não sob “ameaças americanas”

HAMAD, 11 de junho de 2026  -- Um membro da Defesa Civil do Bahrein apaga um incêndio causado pela queda de destroços de drones iranianos interceptados na cidade de Hamad, no Bahrein, em 11 de junho de 2026. Uma menina de 11 anos sofreu ferimentos leves a
Europa Press/Contacto/Bahrain's Interior Ministry

MADRID, 9 jul. (EUROPA PRESS) -

O Exército do Irã reivindicou nesta quinta-feira ataques contra “bases” e instalações dos Estados Unidos em vários países do Oriente Médio, especificamente no Kuwait, no Bahrein e no Catar, em resposta aos bombardeios realizados nas últimas horas pelas forças americanas contra vários pontos do país asiático, apesar do cessar-fogo acordado em abril.

Assim, afirmou que esses ataques foram lançados após a “invasão de partes do país” por aeronaves americanas, antes de especificar que, entre os alvos atacados por drones, estão “um sistema Patriot no Kuwait, uma antena de satélite do sistema de alerta antecipado no Catar e tanques de combustível do Exército terrorista dos Estados Unidos no Bahrein”.

O Exército iraniano destacou ainda que “as Forças Armadas da República Islâmica do Irã (...) não permitirão, sob nenhuma circunstância, que os objetivos e aspirações do insensato presidente dos Estados Unidos (Donald Trump) e defenderão os elevados ideais da Revolução Islâmica até a vitória final”, conforme noticiado pela emissora de televisão pública iraniana, IRIB.

Horas antes, a Guarda Revolucionária havia reivindicado ataques contra infraestruturas e instalações “chave” dos Estados Unidos no Kuwait e no Bahrein, apenas “uma hora depois” de os Estados Unidos terem lançado os referidos bombardeios contra o Irã, no que é seu segundo dia consecutivo de ofensiva contra a República Islâmica.

Mais especificamente, o órgão militar afirmou, em um comunicado divulgado pela agência Tasnim — ligada à própria Guarda Revolucionária — ter “destruído” a “infraestrutura e instalações-chave” nas bases americanas de Arifjan e Ali al Salem, no Kuwait, bem como nas bases aéreas americanas de Sheij Isa e Jufair, no Bahrein.

“Os Estados Unidos, que descumprem seus compromissos, ao violarem todos os seus compromissos, voltaram a atacar várias zonas costeiras do sul do Irã e duas pontes nas províncias orientais que levam à sagrada Mashhad”, precisou a Guarda Revolucionária, adiantando que “se a agressão se repetir”, suas “respostas contundentes se estenderão a outras bases americanas” espalhadas pela região do Oriente Médio.

Dessa forma, o órgão militar garantiu que “os guerreiros do Islã não deixarão sem resposta as agressões do Exército dos Estados Unidos, assassino de crianças”.

ALERTA NO KUWAIT E NO BAHREIN

As autoridades do Kuwait afirmaram, na madrugada desta quinta-feira, estar enfrentando ataques com mísseis e drones contra seu território, assim como as do Bahrein informaram a ativação das sirenes de alarme, logo após a nova onda de ataques norte-americanos contra diversos pontos da República Islâmica.

“As defesas aéreas do Kuwait estão respondendo neste momento a ameaças hostis de mísseis e drones”, anunciou o Exército do Kuwait em uma mensagem nas redes sociais, na qual ressaltou que “as explosões que possam ser ouvidas são resultado da interceptação de alvos hostis pelos sistemas de defesa aérea”.

Além disso, após pedir à população que respeite as instruções de segurança emitidas pelas autoridades competentes, o Exército do Kuwait instou cidadãos e residentes a “não se aproximarem dos locais onde caíram fragmentos resultantes das operações de interceptação”.

Nessa mesma linha, a autoridade militar do Kuwait pediu à população que “se abstenha” de “fotografar, publicar ou divulgar” qualquer imagem ou vídeo relacionado ao assunto “nas diversas redes sociais, a fim de preservar a segurança e a proteção públicas”.

Por sua vez, o Ministério do Interior do Bahrein informou, em várias ocasiões, durante a noite de quarta para quinta-feira, sobre a ativação das sirenes de alerta, pedindo aos cidadãos e residentes que “mantenham a calma, dirijam-se ao local seguro mais próximo e acompanhem as notícias pelos canais oficiais”.

Essa situação ocorre em meio ao recrudescimento das tensões no estratégico Estreito de Ormuz, poucas horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado com novas ações durante a cúpula da OTAN, realizada na Turquia.

Após os ataques perpetrados pelo Exército dos Estados Unidos contra diversos pontos do território iraniano, alegando buscar “continuar reduzindo a capacidade” de Teerã de “ameaçar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz”, o presidente do Parlamento do Irã e chefe da delegação iraniana nas negociações com Washington para o fim das hostilidades, Mohamad Baqer Qalibaf, criticou a atitude das tropas americanas.

Defendendo que a intimidação e a agressão “não ficam mais impunes” e que “se você atacar (o Irã), receberá o troco”, Qalibaf advertiu que “o Estreito de Ormuz só será aberto por meio de ‘acordos iranianos’ e não com ameaças americanas”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado