Publicado 11/07/2026 07:34

O Governo de Cuba confirma um segundo apagão em todo o país na última semana

Autoridades atribuem os problemas na rede elétrica ao bloqueio dos EUA

PEQUIM, 8 de julho de 2026  -- Pessoas caminham por uma rua escura em meio a um apagão em todo o país, em Havana, capital de Cuba, na madrugada de 7 de julho de 2026.   A União Elétrica Nacional, entidade estatal cubana, informou nesta segunda-feira que o
Europa Press/Contacto/Joaquin Hernandez

MADRID, 11 jul. (EUROPA PRESS) -

As autoridades cubanas confirmaram nesta sexta-feira um novo apagão em todo o país, o segundo nesta semana após o ocorrido na última segunda-feira, e anunciaram a ativação dos protocolos para iniciar a recuperação. É o quarto apagão no que vai do ano.

A operadora da rede e o Ministério da Energia de Cuba confirmam que o país sofreu novamente um apagão em todo o território nacional pela segunda vez nesta semana. A causa está em uma falha na linha de 220 kV que liga Villa Clara a Sancti Spíritus, ocorrida às 15h55, que em apenas 35 minutos provocou o colapso total do sistema

“Ocorreu uma desconexão total do Sistema Elétrico”, informou o Ministério da Energia e Minas de Cuba em uma breve publicação nas redes sociais.

O titular desse ministério, Vicente de la O Levy, descreveu a situação como “complexa”, embora tenha ressaltado que já se está trabalhando no restabelecimento do Sistema Elétrico Nacional (SEN), depositando sua confiança nos trabalhadores “dignos e comprometidos” que “enfrentam a cada dia o apagão”.

“Aqui ninguém desiste!”, concluiu o ministro com uma mensagem de incentivo para um país que, na última segunda-feira, sofreu um novo apagão total.

Uma vez ativados todos os protocolos de contingência, o foco passou a ser o restabelecimento do serviço, dando prioridade aos “centros vitais” do país.

Assim, hospitais como os de Ciego de Ávila e Morón foram os primeiros a receber energia a partir de um “microssistema criado com os motores de geração a óleo combustível das instalações de Morón, Ceballos e Ciego Norte, pertencentes à Empresa de Geração e Manutenção de Grupos Geradores a Óleo Combustível (EMGEF)”, conforme informado pela União Elétrica de Cuba algumas horas após o apagão.

Por sua vez, a Empresa Elétrica de Havana informou à população cubana que o fornecimento já foi restabelecido em um total de 14 subestações e 42 circuitos de distribuição, beneficiando 126.710 clientes, o que representa 14,7% do total. Além disso, o serviço foi restabelecido em 32 hospitais.

SÉRIE DE APAGÕES

Cuba já havia sofrido, em março, dois apagões que deixaram toda a ilha às escuras, após outra desconexão total do sistema ocorrida em 10 de setembro.

As autoridades atribuem essas dificuldades ao bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, que, em janeiro, ameaçaram aplicar tarifas a qualquer país que vendesse ou fornecesse petróleo à ilha.

A esse respeito, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, acusou os Estados Unidos de tentar “provocar uma explosão social por asfixia” no país ao “bloquear o acesso de combustível a Cuba”. “É heróico o que os trabalhadores do setor elétrico fazem em meio a um bloqueio energético genocida”, chegou a defender o presidente.

Por sua vez, o primeiro-ministro cubano, Manuel Marrero Cruz, chegou a questionar se Cuba não estaria enfrentando “um genocídio”. “Hoje, os povos voltaram a levantar a voz por Cuba. E justamente quando o mundo condenou, por ampla maioria, o bloqueio e o cerco energético contra nosso país, sofremos duas interrupções na Rede Elétrica Nacional (SEN). Será que não estamos enfrentando um genocídio?”, afirmou Marrero nas redes sociais, em uma mensagem publicada na sexta-feira, no final do dia.

Marrero se referia à votação de 7 de julho na Assembleia Geral da ONU, na qual 136 países votaram a favor de debater o embargo dos Estados Unidos contra Cuba.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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