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Bessent: "Putin não se apresentou à mesa de negociações de forma honesta e direta".
MADRID, 22 out. (EUROPA PRESS) -
O governo de Donald Trump impôs na quarta-feira um pacote de sanções contra as principais empresas petrolíferas russas, citando a "falta de compromisso" de Moscou com as negociações para um acordo de paz, em meio a negociações paralisadas para acabar com a invasão russa na Ucrânia.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro listou as duas maiores empresas petrolíferas da Rússia, Rosneft e Lukoil, bem como mais de 30 de suas subsidiárias que também estão sediadas na Rússia, disse um comunicado.
"Agora é a hora de parar a matança e de um cessar-fogo imediato. Diante da recusa do presidente (russo) Putin em acabar com essa guerra sem sentido, o Tesouro está sancionando as duas maiores empresas petrolíferas russas que financiam a máquina de guerra do Kremlin", disse o secretário do Tesouro Scott Bessent.
Ele também mostrou a disposição de seu departamento de "tomar outras medidas, se necessário, para apoiar os esforços de Trump" para "acabar com outra guerra", e incentivou seus parceiros a se juntarem a eles e "cumprir essas sanções".
De acordo com Washington, essas medidas aumentam a pressão sobre o setor de energia da Rússia e reduzem a capacidade do Kremlin de gerar receita para sua máquina de guerra e apoiar sua economia em dificuldades. "Os Estados Unidos continuarão a defender uma solução pacífica para a guerra", acrescentou.
Minutos antes, Bessent havia dito aos repórteres que Washington imporia um "aumento substancial" em suas sanções à Rússia, dizendo que seria um dos pacotes de sanções "mais duros" contra Moscou. "Putin não se apresentou à mesa de negociações de maneira honesta e direta", reprovou.
Nesse sentido, ele explicou que "houve conversas no Alasca", mas que "Trump se retirou quando percebeu que as coisas não estavam avançando". "Houve conversas nos bastidores, mas acho que o presidente está decepcionado com o estado atual dessas conversas", disse ele.
Por sua vez, a Casa Branca negou que Washington tenha aprovado a permissão para Kiev usar mísseis de longo alcance dentro da Rússia. "Os EUA não têm nada a ver com esses mísseis, de onde quer que eles venham, ou com o que a Ucrânia faz com eles", disse ele em seu perfil na rede social Truth Social.
Essas medidas surgiram um dia depois de a Casa Branca ter dito que não havia planos para um futuro próximo de um encontro entre Trump e seu colega russo, deixando no ar a cúpula bilateral na capital da Hungria, Budapeste, que havia sido anunciada pelo próprio magnata nova-iorquino nos últimos dias.
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