MADRID 8 ago. (EUROPA PRESS) -
A Autoridade Palestina advertiu que a nova operação israelense para entrar na Cidade de Gaza representa um "crime absoluto" e resultará no deslocamento forçado de pelo menos 800 mil palestinos já expulsos de outras áreas do enclave.
"Ela representa a continuação da política de genocídio, assassinatos sistemáticos, fome e cerco, e uma violação flagrante do direito humanitário e das resoluções de legitimidade internacional", denunciou o governo palestino na Cisjordânia.
Em meio a essa situação, a Autoridade Palestina anunciou que iniciou "contatos urgentes com os órgãos internacionais relevantes", incluindo o Conselho de Segurança da ONU, a Organização de Cooperação Islâmica e o Conselho da Liga dos Estados Árabes, "para solicitar medidas urgentes e obrigatórias para acabar com esses crimes".
A Autoridade Palestina conclui sua declaração, publicada pela agência de notícias oficial palestina WAFA, afirmando ser a única força política capaz de manter o controle da Faixa de Gaza, caso Israel consiga remover do poder o Hamas, que atualmente está à frente das instituições governamentais de Gaza.
"A única maneira de acabar com essa tragédia e garantir a segurança e a estabilidade é permitir que a AP, como autoridade do Estado palestino, assuma suas responsabilidades totais de governança e segurança na Faixa de Gaza", concluiu o governo palestino.
CONTATOS COM A JORDÂNIA E O EGITO
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, manteve conversas telefônicas nas últimas horas com o presidente e vizinho do Egito, Abdelfattah al-Sisi, e com o monarca jordaniano e garantidor dos locais sagrados de Jerusalém, Abdullah II.
O rei jordaniano "reafirmou a solidariedade de seu país" nessa situação e garantiu que seu país "está fazendo todo o possível para entregar ajuda aos palestinos em Gaza por todos os meios possíveis e sem obstrução ou atraso", de acordo com a agência oficial de notícias jordaniana Petra.
Al-Sisi, por sua vez, denunciou a nova operação israelense como "um novo crime que se soma à série de violações israelenses na Cisjordânia, incluindo Jerusalém" e pediu ao Conselho de Segurança da ONU, à Liga Árabe e à Organização de Cooperação Islâmica "que mobilizem apoio regional e internacional contra esses planos".
Paralelamente, o Ministério das Relações Exteriores do Egito condenou "veementemente" a decisão do governo israelense e enfatizou em uma declaração que ela "visa consolidar a ocupação ilegal dos territórios palestinos, continuar o genocídio em Gaza" e "minar seu direito à autodeterminação".
Isso constitui, de acordo com a pasta, "uma violação flagrante e inaceitável do direito internacional". "O Egito reitera que a política contínua de Israel de fome, assassinatos sistemáticos e genocídio contra o povo palestino indefeso só alimentará o conflito, aumentará as tensões, aprofundará o ódio e espalhará o extremismo na região", disse.
O Ministério das Relações Exteriores da Jordânia expressou a mesma opinião, dizendo que o plano do governo israelense é uma "continuação das graves violações da lei internacional por parte de Israel e um claro enfraquecimento da solução de dois estados".
"O controle militar absoluto sobre a Faixa de Gaza prejudica os esforços internacionais para se chegar a um acordo de cessar-fogo e acabar com o sofrimento humanitário na Faixa", disse, pedindo à comunidade internacional que "assuma suas responsabilidades legais e morais".
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