Europa Press/Contacto/Beata Zawrzel
MADRID, 10 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou nesta sexta-feira que existe uma “janela de oportunidade” na guerra iniciada pela Rússia contra o país, graças ao fortalecimento militar de Kiev e ao impacto de seus ataques em território russo.
“Neste momento, temos uma janela de oportunidade. A Ucrânia se fortaleceu tanto no campo de batalha quanto no espaço aéreo. Todos veem esses resultados, alcançados sobretudo graças aos nossos combatentes”, afirmou o presidente ucraniano em entrevista coletiva, na qual ressaltou que o presidente russo, Vladimir Putin, “saiba ele disso ou não”, compreende que “neste momento não tem nenhuma vantagem”.
“Ele tem mísseis balísticos; de fato, continua realizando ataques absolutamente trágicos e atrozes contra a população civil do nosso país, mas essa é a única vantagem que lhe resta”, afirmou, ressaltando que esse tipo de ataque evidencia a fraqueza de Moscou, que “não tem nenhuma outra” vantagem sobre a Ucrânia. “Todo mundo vê isso”, observou.
Segundo ele, essa é a análise compartilhada por líderes internacionais, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com quem se reuniu à margem da cúpula da OTAN nesta semana em Ancara, capital da Turquia. “Todos concordam em uma coisa: a Ucrânia se fortaleceu”, destacou.
UCRÂNIA FREIA A EXPORTAÇÃO DE ENERGIA RUSSA
Como exemplo da situação pela qual a Rússia está passando, o líder ucraniano lembrou a medida adotada por Putin para interromper temporariamente a exportação de diesel. “Um país como a Rússia, cuja economia sempre foi voltada para a exportação de seus próprios recursos energéticos, agora se esforça para encontrar combustível onde quer que seja e aumentar, de uma forma ou de outra, sua capacidade de importá-lo”, indicou.
Dessa forma, ele destacou que a Ucrânia conseguiu “impedir” esse abastecimento, importante fonte de receita para Moscou. “A Ucrânia já fez isso; já alcançamos esse objetivo”, ressaltou.
Zelenski permitiu-se, nesse momento, ironizar sobre o fato de que, se o ex-presidente russo Boris Yeltsin, já falecido, “soubesse que, mais de vinte anos depois, a Rússia, em vez de exportar recursos energéticos, estaria importando-os” como consequência das decisões de Putin de “desencadear uma guerra”, “teria escolhido um sucessor diferente”.
ATAQUES A 2.500 QUILÔMETROS DA LINHA DE FRENTE
O presidente ucraniano também quis fazer um balanço dos resultados “importantes” que as forças de seu país alcançaram nesta semana com seus ataques de longo alcance contra infraestruturas energéticas russas.
“Os drones ucranianos chegaram à Sibéria e atacaram a refinaria de petróleo em Omsk, a quase 2.500 quilômetros da Ucrânia. Agora, nenhuma refinaria de petróleo russa está fora do alcance das armas ucranianas”, gabou-se ele nas redes sociais.
Zelenski lembrou que esses últimos ataques foram direcionados a regiões tão distantes da fronteira ucraniana quanto Saratov, Rostov, Tver, Stavropol e Krasnodar, mas também ao Tartaristão, ao Bashkortostão e a Voronezh. “Os drones também foram utilizados contra instalações em Moscou, Leningrado e Briansk”, observou ele.
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