MADRID 28 jul. (EUROPA PRESS) -
Os presidentes da Ucrânia, Volodimir Zelenski, e dos Estados Unidos, Donald Trump, mantiveram nesta terça-feira, no Salão Oval, uma “boa reunião” que serviu, entre outros assuntos, para aprofundar a necessidade de apostar na diplomacia para pôr fim à guerra, num momento em que as negociações com a Rússia continuam suspensas.
“O presidente e eu discutimos as licenças para a produção de mísseis interceptadores Patriot e várias outras ideias que poderiam ajudar. Também conversamos sobre diplomacia; é importante que o processo diplomático seja revitalizado”, informou Zelenski após o encontro na Casa Branca.
Esses foram os primeiros detalhes revelados pelo presidente Zelenski ao sair de sua reunião a portas fechadas com o líder norte-americano, a quem transmitiu sua gratidão pelo “apoio firme” que os Estados Unidos vêm demonstrando ao longo de todo o conflito com a Rússia, segundo ele afirmou.
Um agradecimento que as autoridades ucranianas têm se empenhado em reiterar após cada reunião com seus homólogos americanos ou em declarações nas quais a questão vem à tona desde aquele encontro conturbado em fevereiro de 2025, no qual Zelenski foi dispensado por Trump e sua equipe, que o repreenderam por sua suposta ingratidão.
“Obrigado por tudo o que fazemos juntos para proteger as vidas dos ucranianos e avançar em direção à paz”, escreveu Zelenski em uma mensagem em suas redes sociais, na qual aproveitou para expressar suas condolências pela morte do senador Lindsey Graham, a quem lembrou como um “verdadeiro amigo da Ucrânia”.
De acordo com uma fonte à qual a agência ucraniana RBC teve acesso, o encontro foi “muito positivo”. “Nada menos que uma nota 8 em 10”, avaliou ele, ao mesmo tempo em que reiterou como “máxima prioridade” a questão das licenças para fabricar os mísseis Patriot que os Estados Unidos concederam no início do mês na cúpula da OTAN em Ancara, após meses de solicitações por parte de Zelenski.
“Conseguimos retomar as negociações”, destacou essa fonte, que também antecipou que, nas próximas semanas, poderá ocorrer a visita à Ucrânia dos enviados especiais de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner.
Por sua vez, em Washington, limitaram-se a indicar, em uma breve mensagem divulgada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que a reunião com Zelenski foi “positiva e produtiva”.
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