O presidente ucraniano afirma que há uma oportunidade de acabar com a guerra “com dignidade” MADRID 20 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, reiterou nesta sexta-feira que, embora estejam preparados para “compromissos reais”, estes não podem ser à custa da sua independência e soberania. “Estamos dispostos a dialogar, mas não a receber ultimatos dos russos repetidamente”, afirmou.
Zelenski questionou quais compromissos a Rússia, como país agressor, está disposta a oferecer e destacou que, apesar de a Rússia ter tomado “quase 20%” do território ucraniano, Kiev continua disposta a sentar-se para negociar a paz. “Estamos dispostos a discutir compromissos com os Estados Unidos, mas não a receber ultimatos dos russos repetidamente. Eles são os agressores. Todo mundo reconheceu isso. Isso não mudou (...) todos reconhecem que a Rússia é a agressora”, enfatizou durante uma entrevista à agência japonesa Kyodo. Em contrapartida, segundo denunciou o presidente ucraniano, a Rússia persiste em sua ideia de continuar ocupando territórios. “Isso é terrorismo. 'Estou disposto a não te matar, entrega-nos tudo'. Isso não é um compromisso. É um ultimato", criticou. "Estamos prontos para compromissos que respeitem a soberania e a integridade territorial da Ucrânia, o nosso exército, o nosso povo e os nossos filhos. Mas não estamos dispostos a aceitar ultimatos", voltou a salientar Zelenski.
POSSÍVEL NOVA TROCA DE PRISIONEIROS Em uma mensagem posterior nas redes sociais, o presidente ucraniano afirmou que “ainda existem oportunidades reais para pôr fim à guerra com dignidade”, embora tenha apelado novamente à pressão que outros atores internacionais podem exercer para levar este assunto a bom termo.
Zelenski afirmou que estão prontos para uma nova rodada de negociações antes do final de fevereiro e que “seja realmente produtiva”. Assim, ele destacou que, nesse próximo encontro, estarão disponíveis “as respostas ucranianas às perguntas mais difíceis”.
Como de costume, Zelenski voltou a insistir na sua proposta de se reunir cara a cara com o presidente russo, Vladimir Putin, e resolver as questões que as respetivas delegações ainda não conseguiram avançar. O formato de líderes pode ser decisivo em muitos sentidos”, defendeu.
Zelenski também antecipou a possibilidade de uma nova troca de prisioneiros num “futuro próximo” e agradeceu à delegação americana e ucraniana pelo seu trabalho e “paciência” nestas conversações. Além disso, também teve um gesto de reconhecimento para com os seus aliados europeus, em meio ao mal-estar que alguns deles expressaram por se verem fora das negociações. “A Europa está trabalhando para pôr fim à guerra e o papel da Europa deve ser fortalecido. Vamos nos coordenar com nossos parceiros”, disse ele. Esta semana, ocorreu uma nova rodada de conversas tripartites, com a participação dos Estados Unidos, na cidade suíça de Genebra, sem que informações significativas sobre o que foi discutido tenham sido divulgadas.
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