Fernando Sánchez - Europa Press - Arquivo
MADRID, 6 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, lamentou nesta segunda-feira “o fornecimento insuficiente de mísseis interceptadores” ao país após o novo “ataque maciço” lançado pelo Exército da Rússia contra a capital ucraniana, Kiev, que deixou até o momento pelo menos onze mortos e mais de 60 feridos, segundo os últimos dados divulgados pelas autoridades.
“Nossos soldados se saíram bem hoje ao interceptar drones e mísseis de cruzeiro, mas, infelizmente, não no caso dos mísseis balísticos russos”, afirmou o presidente ucraniano por meio de uma mensagem nas redes sociais. “O motivo é o fornecimento insuficiente de mísseis interceptadores”, afirmou ele.
“É fundamental que o mundo, e especialmente os Estados Unidos e nossos parceiros europeus, saiam da Cúpula da OTAN em Ancara com decisões firmes em apoio à nossa defesa aérea e, portanto, à proteção da vida da população”, argumentou Zelenski. “Enquanto os mísseis Patriot permanecerem nos arsenais de nossos aliados, a Rússia se sentirá encorajada a continuar atacando edifícios residenciais”, acrescentou.
Assim, ele enfatizou que “os Estados Unidos e a Europa têm força suficiente para deter esse terrorismo”, antes de expressar suas condolências aos familiares das vítimas desta última onda de ataques russos. Além disso, ele afirmou que os esforços de busca e resgate continuam em andamento nos locais atacados, pelo que não se descarta que o número de mortos continue aumentando.
UCRÂNIA EXIGE “AGORA MESMO” MAIS MÍSSEIS PATRIOT
Nessa linha, o ministro da Defesa ucraniano, Mijailo Fedorov, insistiu que seu país “precisa desses mísseis agora mesmo” e que basta uma “simples” medida por parte de Kiev para entregar esse arsenal. “Isso salvará inúmeras vidas de nossos cidadãos”, afirmou ele nas redes sociais.
“Não é possível permitir que a burocracia cautelosa se torne um obstáculo à proteção da vida humana”, advertiu Fedorov, que já havia enfatizado essa ideia de que os parceiros da Ucrânia cedessem parte de seu arsenal na semana passada, após o ataque anterior que também atingiu a capital do país.
“Nosso apelo aos parceiros é que entreguem mísseis de seus estoques” e “que os repõem às custas de nossas futuras entregas”, propôs Fedorov, que abordará o assunto ainda nesta segunda-feira com alguns ministros da Defesa de países que possuem esse arsenal em seus arsenais.
Apesar dos bons resultados das forças ucranianas ao repelir esse tipo de ataque, segundo ele, elas não conseguem enfrentar totalmente o aumento “sem precedentes” desses ataques, agravado ainda por “uma grave escassez de mísseis Patriot” para combatê-los.
A Força Aérea ucraniana informou em um comunicado que as tropas russas lançaram durante a noite 351 drones e 68 mísseis contra o país, incluindo seis mísseis antinavio “Zircon”, 29 mísseis balísticos “Iskander” e “Kalibr”, e 33 mísseis de cruzeiro “Kh-101”. No total, os sistemas de defesa antiaérea abateram 37 mísseis e 326 drones, com impactos em 34 locais na Ucrânia, segundo o órgão.
Por sua vez, o Ministério da Defesa russo confirmou um “ataque maciço” contra a Ucrânia, no que descreveu como “uma resposta aos ataques terroristas do regime de Kiev contra infraestrutura civil na Rússia”. Nesse sentido, destacou que utilizou “armas de precisão e longo alcance”, além de drones, para atacar “instalações da indústria militar e instalações de combustível e energia” em Kiev e na região de Kiev, bem como “infraestrutura de aeródromos militares” em Kiev, Dnipropetrovsk, Poltava, Cherkasi e Chernígov.
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