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MADRID, 9 jul. (EUROPA PRESS) -
A administração de Donald Trump anunciou na quarta-feira sanções contra a relatora das Nações Unidas sobre os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, acusando-a de ter realizado uma "campanha de guerra política e econômica" contra os Estados Unidos e Israel que "não será mais tolerada".
O secretário de Estado, Marco Rubio, explicou em seu perfil na rede social X que as medidas contra Albanese são "por seus esforços ilegítimos e vergonhosos para pressionar por ações do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra funcionários, empresas e executivos dos EUA e de Israel".
O chefe da diplomacia dos EUA observou que Washington "sempre apoiará" seus parceiros "em seu direito à autodefesa" e prometeu "continuar a tomar as medidas necessárias para responder à perseguição judicial e proteger nossa soberania e a de nossos aliados".
Albanese tem sido uma das críticas internacionais mais veementes das operações militares de Israel na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Na verdade, ela tem sido alvo de críticas das autoridades israelenses, que a rotularam como "antissemita" e apoiadora das milícias palestinas.
A ANISTIA DEFENDE O TRABALHO DE ALBANESE
A secretária-geral da Anistia Internacional, Agnès Callamard, reagiu à medida de Washington, dizendo-se "chocada" e defendendo o "trabalho incansável de Albanese para documentar e relatar a ocupação ilegal, o apartheid e o genocídio de Israel, com base no direito internacional".
"Lembramos que os relatores especiais são especialistas independentes. Eles não são nomeados para agradar governos ou para serem populares, mas para cumprir seu mandato", disse ele em seu perfil na mídia social.
Por fim, ele argumentou que "os governos de todo o mundo e todos os atores que acreditam na ordem baseada em regras e no direito internacional devem fazer todo o possível para mitigar e bloquear o efeito das sanções contra Albanese e, de modo mais geral, para proteger o trabalho e a independência dos relatores especiais".
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