Claudio Centonze/European Commis / DPA - Arquivo
Costa classifica como “inaceitáveis” as “ameaças” da Rússia e antecipa um reforço das capacidades de defesa da União Europeia
BRUXELAS, 20 maio (EUROPA PRESS) -
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, advertiu, após a detecção no espaço aéreo da Lituânia de um drone proveniente da Bielorrússia, que uma ameaça contra qualquer um dos Vinte e Sete “é uma ameaça contra toda a União Europeia”, e afirmou que “as ameaças públicas” da Rússia contra os Estados Bálticos “são completamente inaceitáveis”.
“As ameaças públicas da Rússia contra nossos Estados Bálticos são totalmente inaceitáveis. Que não haja dúvidas. Uma ameaça contra um Estado-Membro é uma ameaça contra toda a nossa União”, indicou em uma mensagem nas redes sociais, onde acusou a Rússia e a Bielorrússia de terem “uma responsabilidade direta” pelos drones que “colocam em risco a vida e a segurança” das pessoas no flanco oriental da União.
A chefe do Executivo comunitário advertiu que “a Europa responderá com unidade e força” e que continuará reforçando a segurança de seu flanco oriental “com uma defesa coletiva sólida e preparação em todos os níveis”.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também se pronunciou sobre o alerta aéreo, qualificando como “inaceitáveis” as “provocações contínuas” de Moscou e prevendo que o bloco comunitário acelerará seus esforços para fortalecer suas capacidades de defesa.
“As ameaças e provocações contínuas da Rússia contra os Estados Bálticos são inaceitáveis. Fazem parte das táticas de guerra híbrida da Rússia e representam uma ameaça para a União Europeia como um todo”, afirmou o socialista português.
Da mesma forma, Costa alertou que os Vinte e Sete intensificarão sua pressão sobre a Rússia para que “ponha fim à sua guerra de agressão injustificada e não provocada” contra a Ucrânia, iniciada há mais de quatro anos.
ALERTA AÉREO NA LITUÂNIA
As declarações de Von der Leyen e Costa ocorrem depois que as Forças Armadas da Lituânia ativaram, nesta quarta-feira, os alertas aéreos na capital, Vilnius, e em outras partes do país, e pediram à população que se refugiasse, além de lançarem a missão de patrulhamento aéreo da OTAN, após o avistamento de um drone na zona de fronteira que viria da Bielorrússia.
A atividade suspeita foi registrada em localidades do nordeste do país, áreas próximas à fronteira com a Bielorrússia, embora o alarme tenha sido posteriormente transferido para a própria capital lituana, Vilnius, onde um drone foi avistado, conforme informou o Centro Nacional de Gestão de Crises.
Além disso, na véspera, um caça F-16 da Força Aérea Romena, que integra a missão de vigilância aérea do Báltico liderada pela OTAN, abateu um drone ucraniano perto de Kablakula, no sul da Estônia, em uma incursão involuntária de Kiev no espaço aéreo estoniano.
A CULPA PELA INCURSÃO DOS DRONES É DA RÚSSIA
Pouco antes, em uma coletiva de imprensa em Bruxelas, a porta-voz de Relações Exteriores da União Europeia, Anitta Hipper, afirmou que as ameaças à Letônia e à Lituânia, bem como à Finlândia, “são simplesmente inaceitáveis” e são consequência da invasão russa à Ucrânia.
“Sem a guerra de agressão da Rússia, não haveria drones colidindo no espaço aéreo da União Europeia; portanto, a responsabilidade por tudo o que está acontecendo ali recai sobre a Rússia”, indicou a porta-voz comunitária, para depois elogiar a OTAN por derrubar o drone que invadiu o espaço aéreo da Estônia.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático