Publicado 01/04/2025 06:35

AMP - Von der Leyen adverte que a UE tem fora para "revidar" e um "plano sólido" para enfrentar as tarifas dos EUA

Archivo - Arquivo - A presidente da Comisso Europeia, Ursula von der Leyen, durante uma audincia no Parlamento Europeu (arquivo)
Alexis Haulot/European Parliamen / DPA - Arquivo

BRUXELAS 1 abr. (EUROPA PRESS) -

A presidente da Comisso Europeia, Ursula von der Leyen, advertiu nesta tera-feira que a Unio Europeia tem a fora para "revidar" e tem um "plano sólido" contra as tarifas adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afetam numerosos setores, e a previso de que na quarta-feira Washington anunciará o que chama de "tarifas recíprocas" contra muitos produtos de todo o mundo.

Em um discurso na sesso plenária do Parlamento Europeu em Estrasburgo (Frana), a líder da UE insistiu que o "confronto" comercial "no beneficia ninguém" e, embora o executivo europeu esteja disposto a trabalhar em uma "soluo construtiva" para um equilíbrio comercial em bens e servios com os Estados Unidos, ela disse que tem a capacidade de responder firmemente ao impulso de Washington.

"É preciso deixar claro: a Europa no iniciou esse confronto. No queremos necessariamente retaliar, mas temos um plano sólido para faz-lo, se necessário", disse, enfatizando que o bloco europeu "tem tudo o que precisa" para proteger os cidados europeus e a prosperidade europeia.

Von der Leyen detalhou que a prioridade é a "unidade e determinao" dos europeus, razo pela qual ela defendeu seus contatos com os líderes da UE sobre "as próximas medidas" a serem tomadas. "Avaliaremos cuidadosamente os anúncios de amanh para avaliar nossa resposta", disse ele.

Bruxelas está finalizando a lista de produtos americanos que planeja taxar em retaliao sucesso de tarifas ativadas pela Casa Branca; contramedidas com impacto potencial de 26 bilhes de euros que o executivo da UE no quer ativar até meados do ms para poder "calibrar" a resposta aos danos das tarifas, mas também para dar mais tempo s tentativas de negociao.

Nesse contexto, o comissário para o comércio, Maros Sefcovic, que fala em nome da UE-27 sobre questes comerciais e substituiu Von der Leyen no encerramento do debate, disse que está em "contato próximo" com seus homólogos norte-americanos para buscar uma soluo negociada, ao mesmo tempo em que advertiu que a UE é "uma forte defensora do multilateralismo" e que o diálogo é sempre sua "firme prioridade".

No entanto, o negociador comercial da UE disse que, embora o bloco esteja "pressionando" por um acordo com Washington, também está sendo "igualmente claro" que a UE "sabe como construir uma defesa forte", se necessário, na escalada comercial.

IMPULSIONANDO O MERCADO ÚNICO

O Presidente da Comisso Europeia disse aos eurodeputados que a UE tem o maior mercado único do mundo, "a fora para negociar e para contra-atacar". "Os cidados da Europa devem saber: juntos, sempre promoveremos e defenderemos nossos interesses e valores e sempre defenderemos a Europa", afirmou.

Von der Leyen, portanto, pediu que o mercado único seja usado em todo o seu potencial, assegurando que a receita contra as tarifas dos EUA também envolve redobrar o mercado interno e remover os obstáculos s transaes dentro da UE.

"O mercado único é a pedra angular da integrao e dos valores europeus. É o nosso poderoso catalisador para o crescimento, a prosperidade e a solidariedade", disse ele, defendendo a "remoo das barreiras" existentes no mercado único para que ele seja "maior, mais rápido e mais longe".

É por isso que ele anunciou que Bruxelas apresentará "no próximo ms" mais propostas para simplificar o funcionamento do Mercado Único com "propostas concretas e ousadas" para remover algumas dessas barreiras e evitar novas, que, segundo ele, equivalem a uma tarifa de 45% para manufatura e 110% para servios na Europa.

Outra das chaves apresentadas por Von der Leyen aos eurodeputados para enfrentar a guerra comercial aberta por Trump tem a ver com a diversificao das relaes comerciais da Unio Europeia e os esforos para fechar novos acordos, como os recentemente concluídos com o Mercosul, a Suía ou a África do Sul, ou o que Bruxelas está negociando com a Índia, com o desafio de fechá-lo antes do final do ano.

"Abriremos nossas portas para mercados de rápido crescimento em todo o mundo", reiterou o chefe do Poder Executivo da UE, antes de enfatizar que a Europa "é confiável, previsível e aberta a práticas comerciais justas".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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