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Israel afirma que era “um terrorista” do Hezbollah que “tentava restaurar infraestruturas militares” MADRID 13 fev. (EUROPA PRESS) - As autoridades libanesas denunciaram nesta quinta-feira a morte de uma pessoa em consequência de um ataque lançado pelo Exército de Israel contra a localidade de At Tiri, no sul do país, apesar do cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024, acordado após mais de um ano de combates entre as forças israelenses e o partido-milícia xiita Hezbollah, na sequência dos ataques de 7 de outubro de 2023.
Isso foi informado pelo Ministério da Saúde em um comunicado divulgado pela agência de notícias libanesa NNA, que identificou a vítima como Mehdi Hasán Shaito. Segundo suas informações, o ataque foi executado contra um veículo que circulava neste município localizado na província de Nabatiye e deixou vários feridos.
Por sua vez, as Forças de Defesa de Israel (FDI) garantiram que o morto era “um terrorista” que “tentava restaurar a infraestrutura militar do Hezbollah” em At Tiri. “As ações desse terrorista constituíam uma violação dos acordos entre Israel e o Líbano”, afirmou, em referência ao cessar-fogo. “As FDI continuarão agindo para eliminar qualquer ameaça ao Estado de Israel”, concluiu.
Israel lançou dezenas de bombardeios contra o Líbano, apesar do cessar-fogo de novembro de 2024, argumentando que está agindo contra as atividades do Hezbollah e assegurando que, por isso, não viola o pacto, embora tanto Beirute quanto o grupo tenham se mostrado críticos a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.
O cessar-fogo previa que tanto Israel quanto o Hezbollah deveriam retirar suas tropas do sul do Líbano. No entanto, o Exército israelense manteve cinco postos no território de seu país vizinho, algo também criticado pelas autoridades libanesas e pelo grupo xiita, que exigem o fim desse destacamento.
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