Publicado 13/03/2026 08:32

Uma pessoa morre em uma explosão em Teerã, em meio às manifestações em massa pelo Dia de Jerusalém

TEERÃ, 11 de março de 2026 — O funeral de altos comandantes militares iranianos mortos durante os ataques lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã é realizado em Teerã, Irã, em 11 de março de 2026.
Europa Press/Contacto/Sha Dati

O evento na capital do Irã conta com a presença de várias autoridades, entre elas Pezeshkian, Araqchi e Lariyani MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) -

Pelo menos uma pessoa morreu nesta sexta-feira devido a uma explosão registrada na capital do Irã, Teerã, em meio às manifestações em massa que estão ocorrendo no âmbito da celebração do Dia de Jerusalém, no contexto da ofensiva desencadeada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.

Vários vídeos divulgados pela rede de televisão pública iraniana, IRIB, mostram grandes colunas de fumaça perto da rua Enquelab, bem como pessoas voltadas para o local da explosão entoando slogans como “Deus é o maior”, “Morte a Israel” e “Morte aos Estados Unidos”.

Em seguida, a agência de notícias iraniana IRNA informou que uma mulher morreu na explosão, que atribuiu a “um bombardeio”, sem que os exércitos de Israel ou dos Estados Unidos tenham se pronunciado a respeito. Israel confirmou horas antes que havia lançado uma nova onda de ataques contra “infraestruturas do regime terrorista iraniano” em Teerã, Shiraz e Ahvaz.

Entre os participantes das marchas em Teerã figuram várias autoridades de alto escalão, entre elas o presidente, Masud Pezeshkian; o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi; o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Alí Lariyani, e o chefe do sistema judiciário iraniano, Golamhosein Mohseni Ejei. Um dos vídeos mostra Ejei fazendo declarações no momento em que se ouve a explosão. O próprio Araqchi destacou que “milhões de iranianos saíram às ruas de Teerã e de outras cidades (iranianas) apesar dos ataques brutais do regime sionista e dos Estados Unidos, demonstrando sua forte vontade e determinação”. “Os inimigos serão forçados a reconhecer o poder do povo iraniano”, declarou à imprensa. O novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Jamenei, pediu na quinta-feira, em sua primeira mensagem pública após a nomeação — após o assassinato, em 28 de fevereiro, de seu pai, o aiatolá Ali Jamenei, no início da referida ofensiva — uma participação maciça nas marchas pelo Dia de Jerusalém, que é celebrado mundialmente e que, há anos, é um evento realizado na última sexta-feira do Ramadã em apoio ao povo palestino.

Este evento anual foi instituído no Irã após a ascensão ao poder do aiatolá Ruhollah Khomeini, após o sucesso da Revolução Islâmica de 1979, e tem como objetivo declarado demonstrar solidariedade aos palestinos e rejeição ao sionismo e à ocupação de Jerusalém Oriental, onde se encontra a Esplanada das Mesquitas, que abriga a mesquita de Al-Aqsa. A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel já deixou, até o momento, mais de 1.200 mortos no Irã, segundo dados divulgados pelas autoridades do país asiático. Entre os mortos, além do líder supremo, estão vários ministros e altos cargos do Exército iraniano, que respondeu lançando mísseis e drones contra Israel e interesses americanos em países do Oriente Médio, incluindo bases militares.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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