Europa Press/Contacto/Camilo Moreno
MADRID, 12 jun. (EUROPA PRESS) -
Uma juíza de Bogotá revogou a decisão que, há uma semana, determinava que o candidato à presidência Abelardo de la Espriella não utilizasse a camisa do time de futebol da Colômbia durante a campanha, após uma pessoa ter denunciado que os direitos políticos do cidadão estavam sendo violados ao associar um símbolo amplamente reconhecido a uma candidatura específica.
No entanto, a magistrada María Isabel Ferrer Rodríguez revogou essa medida provisória, que instava De la Espriella e sua equipe de campanha a não usarem a referida camiseta enquanto a ação de tutela apresentada fosse analisada em profundidade.
Rodríguez alegou “falta de clareza” na ação de tutela apresentada pelo cidadão Wilmar Bocanegra, uma vez que o documento não especificava como o uso da camiseta violava direitos, nem argumentava por que ela não deveria ser utilizada em contextos políticos. Ainda assim, o caso continua em análise.
“Também não se menciona quais são as normas que estabelecem que a camiseta pode ter essa conotação política, se o seu uso por parte de um grupo de cidadãos é ou não proibido”, expõe a juíza, que além disso sustenta que a proibição violaria direitos, como o livre desenvolvimento da personalidade e o direito à igualdade.
“Uma proibição como essa chega ao absurdo de considerar que qualquer membro do pacto acredite que, pelo simples fato de vestir a camiseta, estaria apoiando a campanha presidencial de seu adversário”, assinalou a magistrada.
O companheiro de chapa presidencial de De la Espriella, José Manuel Restropo, comemorou essa decisão judicial e enfatizou que “todos” podem usar essa camiseta quando quiserem. “Hoje estamos vestindo a camiseta pela Colômbia”, disse o candidato a vice-presidente em um vídeo nas redes sociais.
“O entusiasmo por Abelardo de la Espriella não pode ser proibido. Hoje, mais do que nunca, vestimos a camiseta pela pátria milagrosa que conseguirá recuperar e salvar nosso país. Agora sim, que comece a Copa do Mundo”, escreveu ele na publicação que acompanhava o vídeo.
O uso da camiseta durante a campanha gerou certa polêmica após críticas da esquerda, que acusam De la Espriella e seus seguidores de quererem se apropriar de símbolos que pertencem a todos os colombianos.
Quando foi publicada a decisão que instava De la Espriella e seus apoiadores a se absterem de usar a referida camiseta durante a campanha, o próprio candidato da extrema direita advertiu que não cumpriria tal decisão judicial, embora tenha sido visto vestindo versões alternativas que remetem à camiseta oficial.
Além disso, o Supremo Tribunal rejeitou outra medida cautelar que instava De la Espriella a retirar de sua propaganda eleitoral imagens da bandeira, das Forças Armadas, bem como os slogans “Firmes pela Pátria” e “Defensores da Pátria”, e que foi apresentada com base nos mesmos fundamentos dos recursos anteriores.
Os colombianos elegem o presidente no próximo dia 21 de junho, com De la Espriella como favorito após vencer no primeiro turno com 43% dos votos, contrariando todas as previsões, contra o candidato do partido no poder, Iván Cepeda, que obteve 40% do apoio do eleitorado.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático