Wang Peng / Xinhua News / Europa Press - Arquivo
MADRID 18 set. (EUROPA PRESS) -
Um navio filipino e uma embarcação da Guarda Costeira chinesa (CCG) colidiram nesta sexta-feira em águas próximas ao recife Sabina, no Mar da China Meridional, um atol que Pequim denomina Xianbin Jiao e cuja soberania é disputada pelos dois países.
A CCG informou sobre o incidente, acusando o navio filipino de “ignorar repetidas advertências”. “De repente, ele cruzou na frente da proa de uma embarcação da Guarda Costeira, provocando uma colisão”.
As autoridades chinesas responsabilizaram a parte filipina por essas ações, alegando que “violaram gravemente o direito internacional e colocaram em risco a segurança das embarcações” chinesas, informa o jornal “Global Times”.
Pequim instou Manila a “por fim a todos os atos de invasão e provocação”, alertando que esse incidente trará “consequências”.
Em declarações posteriores, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que a embarcação filipina “iniciou uma série de provocações e colidiu deliberadamente com uma embarcação da Guarda Costeira da China”.
“Essas ações representam uma grave ameaça à segurança do pessoal e dos navios chineses, e constituem uma grave violação do Direito Internacional e das normas básicas que regem as relações internacionais”, enfatizou, ressaltando que as Filipinas “devem pôr fim imediatamente às suas atividades ilegais no mar e deixar de divulgar narrativas falsas e desinformação”.
Esse episódio se insere no contexto das tensões entre os dois países, uma vez que a China reivindica a maior parte das águas da região, considerando-as parte de seu território por estarem dentro da chamada “linha dos nove pontos” que aparece nos mapas do gigante asiático, uma linha traçada por Pequim que reivindica como sua a região do Mar da China Meridional, incluindo as ilhas Paracel e Spratly.
As relações entre a China e as Filipinas continuam, portanto, marcadas por confrontos contínuos. Por sua vez, Manila acusou Pequim de impedir suas missões de abastecimento de tropas dentro do que considera sua zona econômica exclusiva.
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