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BRUXELAS 16 jul. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia denunciou nesta quarta-feira a violência na cidade de Sueida, no sul da Síria, em confrontos entre milicianos drusos e beduínos, apoiados pelas forças de segurança sírias, e pediu respeito à soberania síria após o bombardeio israelense para intervir no conflito em favor da minoria drusa.
Após os combates que deixaram mais de 200 pessoas mortas nos últimos dias, a UE afirma estar "alarmada" com a continuidade dos confrontos e "condena veementemente" a violência contra civis, após relatos de abusos e execuções de drusos.
"Pedimos a todas as partes que implementem imediatamente o acordo de cessar-fogo alcançado e que protejam os civis sem distinção e ponham fim ao ódio e ao discurso sectário", disse o Serviço de Ação Externa da UE em um comunicado.
A diplomacia europeia aponta para a responsabilidade das autoridades interinas em Damasco de realizar uma transição inclusiva, diminuir a escalada da crise e restaurar a calma, enfatizando a responsabilidade pelos crimes cometidos.
Com relação aos últimos bombardeios de Israel na Síria, incluindo um contra o quartel-general do exército na capital síria, a UE pediu a todos os atores externos que respeitem a soberania e a integridade territorial da Síria. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou os ataques como parte de uma série de ações para "salvar" os membros da minoria drusa.
Na mesma linha, o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, expressou sua preocupação com os ataques israelenses a Damasco. "A soberania e a integridade territorial da Síria devem ser respeitadas. Apelo a todas as partes para que se abstenham da violência e diminuam as tensões", disse ele.
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