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MADRID, 9 nov. (EUROPA PRESS) -
A principal diplomata da União Europeia, Kaja Kallas, insistiu neste domingo na "posição clara" que o bloco está adotando sob o direito internacional diante dos ataques dos Estados Unidos contra supostos traficantes de drogas no Caribe.
Kallas está na cidade colombiana de Santa Marta para participar da IV Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e da União Europeia, uma reunião da qual participam representantes de mais de quarenta países, incluindo chefes de Estado e de governo, além de vinte organizações internacionais.
As delegações estão trabalhando para finalizar uma declaração final por meio de discussões sobre uma possível reação aos ataques militares dos EUA, condenados pelas Nações Unidas e por várias organizações humanitárias que descrevem os bombardeios contra os supostos traficantes de drogas (que já deixaram cerca de 70 pessoas mortas) como execuções extrajudiciais.
A esse respeito, Kallas assegurou que "a posição da UE é clara: de acordo com o direito internacional, a força só pode ser usada por dois motivos: para autodefesa ou seguindo uma resolução do Conselho de Segurança da ONU".
Em termos gerais, ele lembrou que as delegações reunidas estão se preparando para abordar uma série de questões, desde as mudanças climáticas até a segurança do cidadão e a luta contra o crime organizado, bem como as mudanças climáticas e a proteção dos direitos e liberdades dos cidadãos dos países presentes na reunião.
"Estamos a quilômetros de distância, mas compartilhamos os mesmos valores. Acreditamos no direito internacional. Acreditamos em uma ordem baseada em regras. Acreditamos no estado de direito e na democracia", disse ele.
Por fim, Kallas minimizou a importância da ausência de pesos pesados na cúpula de Santa Marta, a começar pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ou o presidente da França, Emmanuel Macron. "Temos que pedir àqueles que estão ausentes, mas você sabe, há um ditado que diz: vamos agradecer por aqueles que estão presentes".
O presidente colombiano e anfitrião da cúpula, Gustavo Petro, acusou "forças externas à paz" de fazer com que a cúpula UE-CELAC "fracassasse". "Na nova geopolítica fóssil e antidemocrática, eles estão tentando impedir que as pessoas que querem liberdade e democracia se reúnam", disse ele em uma mensagem recente nas mídias sociais.
As autoridades colombianas haviam indicado anteriormente que 12 líderes latino-americanos e sete ministros das Relações Exteriores participariam da cúpula internacional.
A reunião em Santa Marta ocorre em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos após as operações do Pentágono contra supostos traficantes de drogas no Caribe e o aumento de recursos navais e aéreos em várias bases na região, já que Donald Trump ameaçou intervir militarmente na Venezuela para destituir Nicolás Maduro, cujos dias estão contados.
A divisão ideológica no coração das Américas também não ajuda, e um exemplo é a decisão da República Dominicana de adiar "sine die" a Cúpula das Américas que seria realizada esta semana em Punta Cana, na esperança de que a reunião possa ser realizada em 2026 e de forma "produtiva". As autoridades dominicanas decidiram não convidar Nicarágua, Venezuela e Cuba, argumentando que isso aumentaria a participação, mas países como México e Colômbia também decidiram não participar como um gesto de solidariedade.
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