Publicado 13/03/2026 09:46

A UE critica a decisão de Trump de suspender as sanções ao petróleo russo: "Isso afeta a segurança europeia"

FOTO DE ARQUIVO - 9 de março de 2026, Bélgica, Bruxelas: O presidente do Conselho da UE, António Costa, fala durante uma videoconferência com líderes do Oriente Médio. Foto: Alexandros Michailidis/Conselho da UE/dpa - ATENÇÃO: uso exclusivamente editorial
Alexandros Michailidis/EU Counci / DPA

BRUXELAS 13 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, alertou nesta sexta-feira que a decisão unilateral dos Estados Unidos de suspender as sanções às exportações de petróleo russo é “muito preocupante” porque “afeta a segurança europeia”, ao considerar que qualquer flexibilização das medidas econômicas contra Moscou pode reduzir a pressão internacional sobre o Kremlin.

“A decisão unilateral dos Estados Unidos de suspender as sanções às exportações de petróleo russo é muito preocupante, pois afeta a segurança europeia”, afirmou o líder português em uma mensagem publicada nas redes sociais.

Costa sublinhou que manter e até aumentar a pressão econômica sobre a Rússia é “decisivo para que ela aceite uma negociação séria rumo a uma paz justa e duradoura”, considerando que as sanções continuam sendo uma das principais ferramentas para forçar Moscou a sentar-se à mesa de negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia.

“Enfraquecer as sanções aumenta os recursos da Rússia para continuar a guerra de agressão contra a Ucrânia”, advertiu o presidente do Conselho, que alertou que qualquer flexibilização dessas medidas poderia reforçar a capacidade financeira russa para sustentar a ofensiva militar.

A Comissão Europeia também defendeu a manutenção da pressão econômica sobre Moscou e insistiu que as sanções energéticas continuam sendo um instrumento fundamental para limitar as receitas provenientes do petróleo russo.

“O teto para o preço do petróleo e nossas sanções contra a Rússia estão bem direcionados e continuam em vigor, mesmo na atual situação de volatilidade nos mercados”, afirmou a porta-voz da Comissão, Siobhan McGarry, durante a coletiva de imprensa diária em Bruxelas.

Segundo o Executivo comunitário, esse mecanismo tem sido “eficaz para reduzir as receitas das exportações de petróleo russo, ao mesmo tempo em que mantém a estabilidade dos mercados energéticos”, ressaltando que os volumes de exportação de Moscou permaneceram relativamente estáveis, apesar da queda nas receitas. “NÃO É O MOMENTO DE SUAVIZAR AS SANÇÕES CONTRA A RÚSSIA”

Bruxelas reiterou ainda a mensagem transmitida esta semana pela presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, que também alertou que “não é o momento de relaxar as sanções contra a Rússia”, em plena guerra na Ucrânia.

Nesse sentido, o Executivo comunitário alertou que Moscou está se beneficiando do atual contexto geopolítico e destacou que o Kremlin chegou a arrecadar “cerca de 150 milhões de dólares adicionais por dia com as vendas de petróleo desde o início do conflito no Oriente Médio”, o que, na opinião de Bruxelas, reforça a necessidade de manter a pressão econômica.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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