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BRUXELAS 18 jul. (EUROPA PRESS) -
Os Estados membros da União Europeia aprovaram nesta sexta-feira um novo pacote de sanções contra a Rússia, o 18º desde a invasão da Ucrânia, que inclui um teto máximo de preço para o petróleo russo de 47,6 dólares, depois de superar um veto da Eslováquia que vinculava sua aprovação ao recebimento de garantias da Comissão Europeia sobre seu fornecimento de gás.
O acordo foi alcançado em nível de embaixadores da UE no início da sexta-feira e foi endossado imediatamente depois na reunião dos ministros de assuntos europeus em Bruxelas.
"Estamos atacando o coração da máquina de guerra russa. Estamos atacando seus setores bancário, energético e militar-industrial e incluindo um novo e dinâmico limite para o preço do petróleo", disse a presidente da UE, Ursula von der Leyen, em uma mensagem nas mídias sociais, na qual ela insistiu que esse é um passo na crescente pressão sobre o presidente russo, Vladimir Putin, para que ele ponha fim à agressão contra a Ucrânia.
Na mesma linha, o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, destacou que esse novo lote mantém a pressão sobre a Rússia, com o objetivo de impedir seu esforço de guerra. "Nosso apoio a uma paz justa e duradoura na Ucrânia é inabalável", disse ele. Do lado da Dinamarca, que detém a presidência rotativa do Conselho, o ministro das Relações Exteriores, Lars Lokke Rasmussen, enfatizou que essa medida "aperta o cerco contra a Rússia".
A adoção dessas medidas, acordadas semanas atrás, foi paralisada pela recusa da Eslováquia, que exigiu que Bruxelas tomasse medidas para garantir o fornecimento de gás, tendo em vista seus planos de cortar as importações da Rússia em 2028. O restante dos Estados membros insistiu em contar com a nova rodada de sanções à luz do novo tom da Casa Branca em relação à Rússia. Na segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou Moscou com tarifas secundárias se não concordar com um cessar-fogo na Ucrânia dentro de 50 dias.
PREÇO DO PETRÓLEO BRUTO DA RÚSSIA CORTADO ATÉ O TETO
As principais medidas dessa rodada de sanções estão relacionadas a punições nos setores de energia e bancário. Especificamente, restrições a transações com as infraestruturas Nord Stream 1 e Nord Stream 2, bem como mais sanções contra 22 bancos russos, que, além de serem desconectados do sistema SWIFT, estarão sujeitos a uma proibição total de transações.
Com relação à frota clandestina que Moscou usa para fugir das sanções, o bloco acrescentou 105 embarcações à sua "lista negra", elevando o número total de embarcações sancionadas pela UE por essas manobras para mais de 400.
A UE também tem como alvo mais de vinte empresas, 26 no total, envolvidas no fornecimento à Rússia de equipamentos de uso duplo, tanto civis quanto militares, que Moscou utiliza no campo de batalha. Entre elas, sete são entidades da China, três de Hong Kong e quatro da Turquia.
Fontes diplomáticas confirmaram à Europa Press que o pacote de sanções também inclui uma redução no preço do petróleo bruto russo de 60 dólares para 47,6 dólares, com o qual a UE quer adaptar a medida às condições do mercado e "restaurar sua eficácia", reduzindo a renda do Kremlin. Esse valor foi alcançado após a implementação de um novo mecanismo para manter o preço do petróleo bruto 15% abaixo do preço médio de mercado.
Nesse conjunto de medidas, a UE estabelece a proibição da importação de produtos petrolíferos refinados feitos a partir do petróleo bruto russo em terceiros países, com exceção da Noruega, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Suíça, uma medida que visa fechar um canal pelo qual a Rússia exporta indiretamente o petróleo bruto usado para refino.
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