Europa Press/Contacto/UAE Ministry Of Foreign Affa
Kiev afirma estar em “comunicação constante” com seus parceiros europeus MADRID 17 fev. (EUROPA PRESS) - As autoridades ucranianas reconheceram nesta terça-feira que partem “sem grandes expectativas” para esta nova mesa de diálogo com a Rússia e os Estados Unidos, que se realiza até quarta-feira na cidade suíça de Genebra.
O secretário do Conselho Nacional de Defesa ucraniano, Rustem Umerov, que lidera a delegação de Kiev, reconheceu que, mesmo com o objetivo de colocar em cima da mesa soluções que possam aproximar o conflito de uma “paz sustentável”, não há expectativas excessivas em relação ao encontro. “Contamos com os marcos aprovados pelo presidente da Ucrânia e um mandato claro. A segurança e as questões humanitárias estão na agenda”, detalhou em uma breve mensagem em suas redes sociais, onde agradeceu aos Estados Unidos por sua “consistente” mediação e à Suíça por organizar o evento.
Esta é a terceira vez que as partes se reúnem neste formato a três, com a mediação dos Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, já instou seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelenski, há alguns dias, a acelerar o processo de negociação para chegar a uma solução acordada o mais rápido possível.
Na véspera, as partes confirmaram que a situação dos territórios do leste e sudeste ocupados pela Rússia durante a guerra seria uma das questões a serem tratadas, e cujo status é um dos principais pontos de atrito. O Kremlin já descartou que ao longo do dia desta terça-feira sejam oferecidas “novidades” sobre o encontro, uma vez que ele se prolongará até quarta-feira.
EM “COMUNICAÇÃO CONSTANTE” COM SEUS PARCEIROS EUROPEUS A delegação ucraniana também confirmou a presença de assessores de segurança de seus parceiros europeus em Genebra, embora eles não possam participar diretamente das negociações, explicou o assessor da Presidência, Sergi Leshchenko, segundo a agência de notícias Ukrinform.
“A presença deles nos convém, sempre defendemos que a Europa deve estar presente na mesa de negociações”, disse o assessor, ressaltando que se trata de uma diretriz do próprio presidente Zelenski, em linha com o caminho “inevitável” da Ucrânia rumo à União Europeia. “É benéfico” para ambos, disse ele. No entanto, ele esclareceu que essa representação europeia — formada por assessores de segurança da França, Itália, Alemanha e Reino Unido — não tem autorização para estar presente na sala de reuniões, embora estejam “em comunicação constante”.
O formato tripartido dessas negociações, primeiro em Abu Dhabi e agora em Genebra, aprofundou o mal-estar de uma parte da classe política europeia que se sente relegada e reclama maior presença nas conversações de paz, em reconhecimento ao grande gasto econômico que realiza para apoiar a Ucrânia.
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