Publicado 14/05/2026 08:41

Trump pede à China que construa um futuro "próspero" e "de cooperação" baseado em "valores compartilhados"

PEQUIM, 14 de maio de 2026  -- O presidente chinês Xi Jinping e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitam o Templo do Céu em Pequim, capital da China, em 14 de maio de 2026.
Europa Press/Contacto/Liu Bin

MADRID 14 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta quinta-feira ao presidente da China, Xi Jinping, que Washington e Pequim trabalhem para construir um futuro “próspero” e “de cooperação”, com base nos “valores compartilhados” por ambos os povos, como “trabalho árduo, coragem e realização”.

“Este vínculo de comércio e respeito, que remonta a 250 anos, é a base de um futuro que beneficia ambas as nações. Os povos americano e chinês têm muito em comum. Valorizamos o trabalho árduo, a coragem e a realização. Amamos nossas famílias e amamos nossos países”, afirmou o presidente americano em seu discurso no início do jantar de gala oferecido pelo presidente chinês no Grande Salão do Povo, localizado na Praça da Paz Celestial, por ocasião da visita oficial.

Trump pediu que se aproveitasse a “oportunidade” para “criar um futuro de maior prosperidade, cooperação, felicidade e paz” para as próximas gerações, com base nesses “valores”.

Durante seu discurso, ele se limitou ao texto preparado, marcado por referências históricas à relação entre os Estados Unidos e a China. No entanto, em uma observação atual, ele disse que a população chinesa “ama basquete e jeans”, ao mesmo tempo em que, nos Estados Unidos, os restaurantes chineses superam em número “as cinco maiores redes de fast-food do país juntas”.

Anteriormente, ele assegurou que a admiração entre os Estados Unidos e a China é “mútua” e que o pai fundador da nação americana, Benjamin Franklin, publicou textos de Confúcio em seu jornal colonial, para destacar a história de intercâmbio que inclui o trabalho de viajantes americanos que “ajudaram a difundir a alfabetização e a medicina moderna” na China, bem como lembrou que o presidente Theodore Roosevelt contribuiu com fundos para fundar a Universidade de Tsinghua.

No caso dos Estados Unidos, os trabalhadores chineses foram fundamentais para a construção de ferrovias e vias férreas, indicou Trump. “Nos últimos séculos, esse respeito mútuo deu origem a uma relação completamente nova. Pode-se dizer que essa relação reflete o grande potencial entre os povos de nossos dois países, bem como nossos esforços e nossa sabedoria”, destacou.

Seu discurso, repleto de elogios à China, terminou com um convite a Xi para uma futura visita à Casa Branca, já apontando para a data de 24 de setembro. A última visita de Xi aos Estados Unidos remonta a 2023, quando ele esteve em São Francisco, no estado da Califórnia, para a reunião do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico.

REUNIÃO COM XI

Em relação ao primeiro encontro realizado nesta manhã no Salão do Povo, a Casa Branca avaliou-o como uma “boa reunião” entre os dois líderes, na qual “discutiram formas de melhorar a cooperação econômica entre os dois países, incluindo ampliar o acesso ao mercado para as empresas americanas na China e aumentar o investimento chinês em nossas indústrias”.

Assim, foi destacado que participaram do encontro líderes empresariais das maiores multinacionais americanas.

“Os presidentes também destacaram a necessidade de continuar avançando no combate ao fluxo de precursores de fentanil para os Estados Unidos, bem como de aumentar as compras chinesas de produtos agrícolas americanos”, indicou o comunicado da Casa Branca sobre o encontro entre os líderes das duas superpotências, na primeira viagem à China de um líder americano em quase nove anos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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