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O candidato de extrema direita à presidência da Casa de Nariño afirma que “haverá uma aliança real contra o narcotráfico”
Petro adverte que, quando um país “intervém nas decisões” de outro, “a liberdade morre”
MADRID, 3 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou nesta terça-feira o candidato de extrema direita à presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella, por sua “vitória decisiva” no primeiro turno das eleições realizadas no país sul-americano no último domingo, ao mesmo tempo em que lhe transmitiu seu “apoio total e absoluto” para o segundo turno previsto para o próximo dia 21 de junho.
“Parabéns ao candidato presidencial colombiano ‘El Tigre’ (apelido pelo qual o candidato se autodenominou ao longo de toda a campanha) Abelardo de la Espriella, um líder inteligente, forte e tenaz, por sua vitória decisiva no primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia”, declarou o magnata republicano norte-americano em sua rede social.
Afirmando que De la Espriella “luta incansavelmente por seu grande país e seu povo”, o inquilino da Casa Branca considerou que, “como presidente”, o candidato do movimento Defensores da Pátria “teria um enorme sucesso” para “fazer a economia crescer, criar empregos, promover o comércio, deter a imigração ilegal, tomar medidas enérgicas contra o crime e as drogas e restabelecer a lei e a ordem”.
Com vistas à segunda volta das eleições para escolher o próximo presidente da Casa de Nariño, Trump destacou que De la Espriella enfrentará “um marxista da esquerda radical”, ao mesmo tempo em que indicou que os resultados dessas eleições serão “muito importantes para o futuro da Colômbia e sua relação com os Estados Unidos”.
“'O Tigre' Abelardo de la Espriella não decepcionará o maravilhoso povo da Colômbia”, afirmou o presidente norte-americano na referida mensagem.
Logo após a publicação do chefe do Executivo norte-americano, citando-a também nas redes sociais, De la Espriella mostrou-se “muito honrado por receber o apoio decidido” do governo Trump, ao mesmo tempo em que classificou como “determinante” o papel dos Estados Unidos no “combate ao crime e ao narcoterrorismo” no país.
“Sei que na era do ‘Tigre’ faremos uma aliança como a Colômbia nunca teve antes com os Estados Unidos”, afirmou o ultradireitista, prevendo que as palavras do republicano norte-americano poderiam trazer consigo “uma aliança real contra o narcotráfico”, algo que, segundo ele, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, “nunca quis enfrentar”.
Por sua vez, na sequência dessas mensagens, o chefe do Executivo colombiano defendeu que “quando um país intervém” nas “decisões” de outro, “a liberdade morre”, ao mesmo tempo em que convocou “toda a Colômbia” a “votar em plena liberdade” e a não se tornar “nem escrava nem colônia de ninguém”.
“Toda uma geração de jovens neogranadinos e neogranadinas lutou ao lado de Bolívar e Nariño para nos dar liberdade e soberania”, lembrou Petro, alertando que “se o coração do mundo perder sua liberdade e soberania, a esperança do mundo e da Colômbia se extinguirá”.
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