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MADRID 7 mar. (EUROPA PRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado seu reconhecimento do governo da Venezuela liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, depois que os Estados Unidos e as autoridades interinas do país concordaram na quinta-feira em restabelecer relações diplomáticas e consulares. “Tenho o prazer de dizer que, nesta semana, reconhecemos formalmente o governo da Venezuela. O reconhecemos legalmente e também chegamos a um acordo histórico sobre o ouro”, afirmou Trump em um discurso perante os principais líderes da direita latino-americana na Flórida, por ocasião de uma cúpula contra o narcotráfico. “Estamos trabalhando em estreita colaboração com a nova presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, que está fazendo um excelente trabalho, colaborando. Quero dizer que ela está fazendo um excelente trabalho porque está colaborando conosco. Se ela não estivesse colaborando conosco, eu não diria que ela está fazendo um excelente trabalho, mas sim que está fazendo um péssimo trabalho. Inaceitável”, argumentou. Rodríguez “está fazendo um excelente trabalho, não é, Marco?”, perguntou ele, referindo-se ao secretário de Estado, Marco Rubio. “E ela se dá muito bem com Marco”, revelou. Como resultado, destacou, “estamos extraindo enormes quantidades de petróleo”. “Eles estão ganhando mais dinheiro do que nunca. Temos as grandes petrolíferas. Estão ganhando mais dinheiro”, sublinhou. “Estão ganhando mais dinheiro do que em toda a história do país e estão gastando adequadamente”, enfatizou. Trump elogiou a “transformação histórica” da Venezuela e adiantou que “em breve vamos conseguir a grande mudança em Cuba”. Trump também comemorou um acordo “histórico” sobre o ouro venezuelano “para permitir que nossos dois países colaborem e facilitem a venda de ouro e outros minerais venezuelanos”. “Eles têm grandes quantidades de ouro. Boas terras. Terras muito boas. Mas não conseguiram apropriar-se delas. O sistema não lhes permitiu aproveitar o valor das suas terras”, referindo-se às antigas autoridades lideradas pelo agora detido presidente Nicolás Maduro.
De fato, nesta mesma quinta-feira, Rodríguez reiterou a vontade de seu Executivo de construir uma agenda de trabalho conjunta com a Casa Branca, durante um evento em que esteve acompanhada pelo secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, e no qual foi formalizado um acordo entre a petrolífera Shell e a empresa venezuelana de engenharia Vepica.
“Fico muito feliz por ter empresas venezuelanas se envolvendo na agenda energética e de mineração em nível internacional”, afirmou a ex-número dois de Nicolás Maduro, que está preso em Nova York desde que foi capturado no início de janeiro no ataque dos Estados Unidos contra Caracas, que deixou uma centena de mortos.
Trump mencionou precisamente a operação militar contra Maduro, a quem se referiu como “um dos maiores chefões de todos”. “Ninguém tinha visto nada parecido. Era uma base militar muito poderosa, um forte, e eles entraram, tiraram-no de lá e as pessoas não conseguiam acreditar”, disse. “Foram 18 minutos de pura violência e nós levámo-lo. Não perdemos ninguém, nenhum equipamento ou material militar, zero”, destacou, e deu como exemplo esse tipo de incursão como ferramenta da nova “aliança militar” Escudo das Américas, apresentada neste sábado em Miami.
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