Will Oliver - Pool via CNP / Zuma Press / Contacto
MADRID 31 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta terça-feira a crítica aos seus aliados, em particular aos europeus, por sua inércia diante da crise no Estreito de Ormuz e pela falta de cooperação na guerra no Irã, alertando que Washington não os ajudará em sua defesa e instando-os a obterem por conta própria “seu próprio petróleo” da conturbada região do Golfo.
Em uma mensagem nas redes sociais, o presidente norte-americano aponta para o Reino Unido e outros países que “não conseguem obter combustível para aviões devido à (crise) no Estreito de Ormuz”, após lembrar a Londres que se “recusou a participar da ‘decapitação’ do Irã”.
“Faço uma sugestão: em primeiro lugar, comprem dos Estados Unidos, que temos de sobra; e, em segundo lugar, reúnam a coragem que lhes faltou até agora, vão ao estreito e simplesmente peguem-no”, afirmou sobre as opções dos países dependentes do petróleo dessa região.
Nesse sentido, ele lançou outra ameaça a esse grupo de países, que nesta ocasião não esclareceu, embora anteriormente tenha apontado nações europeias e asiáticas, insistindo que Washington fará com que paguem pela falta de envolvimento na guerra.
“Eles terão que começar a aprender a se defender sozinhos; os Estados Unidos não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá para nós”, afirmou Trump, que ressalta que o Irã “foi dizimado” após a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, pelo que “o difícil já está feito” e agora esses países devem ir “buscar seu próprio petróleo”.
DENUNCIA QUE A FRANÇA DESVIA AVIÕES COM ARMAS DESTINADAS A ISRAEL
Em outra mensagem poucos minutos depois, Trump criticou o governo francês por “não permitir que aviões com destino a Israel, carregados de material militar, sobrevoem seu território”.
“A França tem se mostrado muito pouco cooperativa em relação ao ‘açougueiro do Irã’, que foi eliminado”, lamentou, referindo-se ao líder supremo Ali Khamenei, morto nos primeiros bombardeios da guerra iniciada em 28 de fevereiro, após o que advertiu que Washington “vai se lembrar disso”.
SITUAÇÃO NO ESTREITO DE ORMUZ
Pouco depois, em coletiva de imprensa, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, insistiu que a situação no estreito de Ormuz está melhorando e que “hoje circulam muito mais navios do que antes”. De qualquer forma, ele reiterou as ameaças a Teerã para que reabra a passagem ou enfrente as consequências.
“Ficou claro para o Irã: ou abre o estreito ao comércio ou temos opções, e certamente as temos”, advertiu, insistindo que os ataques a meios navais, mísseis de cruzeiro costeiros, drones ou capacidades de contramedidas contra minas visam “desgastar e derrotar” essas capacidades iranianas no meio marítimo.
Hegseth apoiou os ataques de Trump aos aliados internacionais, ao apontar que outros países “também deveriam dar um passo à frente nessa rota marítima crítica”.
“Não se trata apenas da Marinha dos Estados Unidos. Da última vez que verifiquei, supunha-se que havia uma poderosa Marinha Real que também poderia estar preparada para fazer esse tipo de coisa”, indicou, em referência aos meios do Exército britânico.
Embora tenha destacado que Trump “tem se disposto a assumir a maior parte do esforço em nome do mundo livre”, a ameaça iraniana não é apenas um “problema” dos Estados Unidos, advertiu ele, para ressaltar que outras nações “devem prestar atenção e estar preparadas para agir”.
Nesse sentido, ele não quis revelar se será necessário mobilizar forças terrestres no Irã para assumir o controle da passagem estratégica. “Talvez não precisemos utilizá-las de forma alguma. Talvez as negociações deem certo, ou talvez haja uma abordagem diferente”, afirmou, garantindo que, neste momento, é “fundamental” que o Exército dos Estados Unidos seja “imprevisível”.
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