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MADRID 24 jan. (EUROPA PRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou neste sábado a ajuda prestada pelos militares britânicos durante a guerra do Afeganistão, após receber uma onda de críticas das autoridades do Reino Unido por questionar sua contribuição ao esforço de combate.
O primeiro-ministro Keir Starmer classificou como “insultantes” as declarações de Trump, nas quais ele disse que as tropas da OTAN ficaram “um pouco para trás” durante a invasão dos Estados Unidos ao Afeganistão em 2001, onde mais de 450 militares britânicos morreram.
“Considero os comentários de Trump insultantes e, francamente, horríveis. E não me surpreende que tenham causado tanta dor aos entes queridos daqueles que morreram ou ficaram feridos e, na verdade, a todo o país”, afirmou em declarações divulgadas por seu gabinete.
Em resposta e para desativar a tensão, Trump aplaudiu neste sábado os “grandes e corajosos” soldados do Reino Unido que “sempre estarão com os Estados Unidos da América”. “No Afeganistão, 457 morreram, muitos ficaram gravemente feridos e todos fizeram parte dos guerreiros mais destacados. É um vínculo muito forte para ser quebrado. As Forças Armadas do Reino Unido, com um coração e uma alma imensos, são insuperáveis, exceto pelas dos Estados Unidos", indicou. "Nós os amamos a todos e sempre os amaremos", concluiu o presidente em sua mensagem, publicada em suas redes sociais.
Pouco depois, o governo britânico publicou um comunicado informando sobre uma conversa entre Starmer e Trump e lembrando os “corajosos e heróicos soldados britânicos e americanos” que “lutaram lado a lado no Afeganistão” e que “muitos nunca voltaram para casa”. “Nunca devemos esquecer o sacrifício deles”, afirmou.
Starmer também lembrou o conflito na Ucrânia e que “os parceiros internacionais devem continuar apoiando a Ucrânia em sua defesa contra os ataques bárbaros de (Vladimir) Putin”. Os dois líderes abordaram “a necessidade de aumentar a segurança no Ártico” e Starmer, em particular, destacou que isso é uma “prioridade absoluta” para seu governo.
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