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Ele afirma que há “negociações sérias” em andamento e que o acordo prevê que o Irã não possua armas nucleares
MADRID, 18 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta segunda-feira que suspendeu uma nova ofensiva militar contra o Irã, que estava prevista para começar nesta terça-feira a pedido da Arábia Saudita, do Catar e dos Emirados Árabes Unidos.
“Pediram-me (...) que suspendesse o ataque militar contra a República Islâmica do Irã previsto para amanhã, agora que há negociações sérias em andamento e que, na opinião de grandes líderes e aliados, se chegará a um acordo que será muito aceitável para os Estados Unidos da América e também para todos os países do Oriente Médio”, explicou Trump nas redes sociais.
O inquilino da Casa Branca menciona especificamente que lhe pediram para suspender o ataque o emir do Catar, Tamim bin Hamad al Thani; o príncipe herdeiro saudita, Mohamed bin Salman al Saud, e o presidente dos Emirados, Mohamed bin Zayed al Nahyán.
Esse acordo em gestação, explica Trump, “incluirá que o Irã não possua armas nucleares”. “Pelo respeito que tenho pelos líderes mencionados, ordenei (...) que não se realize o ataque contra o Irã previsto para amanhã”, insistiu.
No entanto, ele advertiu que ordenou que os comandantes militares “estejam preparados para lançar um ataque em grande escala e com força total assim que for solicitado, caso não se chegue a um acordo aceitável”.
Ainda neste domingo, Trump advertiu o Irã de que “o tempo está se esgotando” e publicou várias mensagens nas redes sociais ameaçando retomar a ofensiva militar contra o Irã.
No entanto, nesta segunda-feira, soube-se que a última proposta do Irã não inclui concessões relevantes, de acordo com informações publicadas pela mídia norte-americana citando fontes a par das negociações. O programa nuclear iraniano é um dos pontos-chave das negociações.
“Eles não podem ficar com o urânio enriquecido que possuem. O presidente Trump deixou isso bem claro”, afirmou nesta segunda-feira a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, em entrevista à Fox News.
Enquanto isso, o Irã ativou nesta segunda-feira as defesas antiaéreas na ilha de Qeshm, perto do estreito de Ormuz, após detectar a presença de drones. E, durante o fim de semana, tanto a Arábia Saudita quanto os Emirados Árabes Unidos denunciaram ataques com drones.
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