Publicado 11/07/2026 03:17

AMP. — Trump afirma que há “mil mísseis prontos” para atacar o Irã caso Teerã cumpra sua ameaça de morte

8 de julho de 2026, Ancara, Turquia: O presidente Donald Trump responde a perguntas de jornalistas durante uma coletiva de imprensa sobre os resultados da Cúpula da OTAN.
Europa Press/Contacto/Marek Ladzinski

Os EUA exigem que o Irã declare publicamente hoje a livre navegação pelo Estreito de Ormuz MADRID 11 jul. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que dispõe de até mil mísseis prontos para atacar o Irã caso as autoridades da República Islâmica cumpram suas ameaças e atentem contra a vida do mandatário, em um contexto de tensão renovada, no qual Teerã acusou Washington de “violar” o acordo preliminar para pôr fim ao conflito no Oriente Médio, alcançado entre os dois países no último dia 17 de junho.

“Mil mísseis estão prontos e preparados para atacar a República Islâmica do Irã, e milhares mais serão lançados imediatamente se o governo iraniano cumprir sua ameaça, proferida em muitos cantos do mundo, de assassinar, ou tentar assassinar, o atual presidente dos Estados Unidos da América, neste caso, a mim!!”, afirmou o presidente norte-americano em uma publicação compartilhada nas redes sociais.

Na mesma mensagem, Trump afirmou ainda que “as ordens já foram dadas” para que isso aconteça e garantiu que o Exército dos Estados Unidos não só está pronto para agir, mas também está “disposto e capacitado (...) para dizimar e destruir completamente todas as regiões do Irã”.

Essa ordem, acrescentou o morador da Casa Branca, terá validade de “um ano, com possibilidade de prorrogação”.

A advertência de Donald Trump surge depois que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, criticou neste sábado o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, por “violar” o memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã, assinado em meados de junho. Uma violação, ressaltou ele, “que se soma a outras violações e erros por parte dos Estados Unidos”.

Mais especificamente, Araqchi se referiu ao descumprimento do parágrafo 9 do referido texto, que estabelece que, “enquanto se aguarda um acordo definitivo”, os Estados Unidos e o Irã se comprometem a “manter o status quo” da República Islâmica, pelo que a Casa Branca “não imporá novas sanções nem enviará forças adicionais para a região”.

Essa crítica surge depois que o governo dos Estados Unidos incluiu Ali Ansari em sua lista de sanções, considerando-o um “patrocinador-chave” do novo líder supremo iraniano, o aiatolá Mojataba Jamenei, apesar de o artigo 9º do pré-acordo limitar a capacidade de Washington de sancionar Teerã.

Por outro lado, fontes oficiais americanas explicaram que outra das exigências ao Irã é um compromisso público para garantir a livre e segura navegação no Estreito de Ormuz antes deste sábado.

“O governo Trump exige que o Irã emita, no sábado, uma declaração pública reconhecendo a abertura do Estreito de Ormuz e se comprometendo a cessar os ataques contra navios mercantes”, declararam autoridades americanas à imprensa em uma coletiva na sexta-feira, conforme informaram o Axios e o Wall Street Journal.

Essas exigências, segundo essas fontes, foram transmitidas aos negociadores iranianos tanto diretamente quanto por meio da mediação do Paquistão e do Catar.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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