Publicado 31/05/2026 03:48

Trump afirma estar "perto" de um acordo com o Irã e não ter pressa em negociar o fim da guerra

O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, senta-se com Lara Lea Trump para uma entrevista exclusiva à Fox News
CASA BLANCA

O presidente dá prioridade à via diplomática, mas adverte que recorrerá à opção militar caso as negociações fracassem

MADRID, 31 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que Washington está perto de chegar a um acordo com Teerã sobre seu programa nuclear e defendeu que as negociações avançam na direção desejada por seu governo, ao mesmo tempo em que advertiu que mantém em aberto a possibilidade de uma resposta militar caso as conversas não prosperem.

"Estamos perto de um acordo muito bom, e se conseguirmos fechá-lo, perfeito. Caso contrário, vamos resolver isso de outra maneira”, declarou o presidente durante uma entrevista à rede Fox News. O ocupante da Casa Branca sinalizou ainda que Teerã está cedendo gradualmente às exigências americanas e garantiu que as autoridades iranianas teriam renunciado até mesmo ao desenvolvimento de armas nucleares.

O magnata nova-iorquino insistiu que a prioridade continua sendo chegar a uma solução acordada, mas ressaltou que os Estados Unidos recorrerão à força se não conseguirem seus objetivos por meio da diplomacia. “Estamos chegando a um grande acordo; caso contrário, daremos marcha à ré e resolveremos a questão militarmente”, sentenciou.

O hipotético desenvolvimento de uma arma nuclear iraniana está no centro das negociações. Conforme explicou Trump durante a entrevista, o texto que os negociadores têm em mãos não apenas insta Teerã a não fabricar a bomba, mas a abster-se de obtê-la por qualquer outro meio.

“No início (os iranianos) disseram: ‘Não desenvolveremos uma arma nuclear’. Eu disse: ‘E o que acontece se comprarem uma arma nuclear?’. Então, agora dizem: ‘Não desenvolveremos nem compraremos, de forma alguma, uma arma militar’. Essa é uma grande diferença”, destacou o presidente.

Apesar da ameaça militar, Trump ressaltou que seu resultado ideal é a conclusão de um acordo porque “salva vidas” e, além disso, “permite que o estreito de Ormuz fique imediatamente aberto assim que for assinado”. A reabertura dessa passagem estratégica e o programa nuclear iraniano são as duas principais questões que estão sendo tratadas nessas negociações. “Simples assim”, reforçou o presidente.

De qualquer forma, Trump observou que seu governo está obtendo “pouco a pouco” os resultados almejados, embora as negociações avancem lentamente devido à firmeza da parte iraniana na mesa de diálogo. “São negociadores muito duros. Leva muito tempo. Não tenho pressa. Se alguém tem pressa, não vai chegar a um bom acordo”, expôs.

Durante a mesma entrevista, Trump justificou novamente a atuação de Washington em relação a Teerã e argumentou que as operações militares realizadas pelos Estados Unidos impediram que o país persa adquirisse armamento nuclear. “Se não os tivéssemos atacado com bombardeiros B-2 há nove meses, neste momento eles teriam uma arma nuclear”, insistiu.

Por outro lado, ele reconheceu que evitou atacar uma parte significativa da estrutura militar iraniana, considerando que suas Forças Armadas são “bastante moderadas”. “Deixamos suas Forças Armadas em paz”, indicou, antes de argumentar que, em conflitos anteriores, foram cometidos erros ao destruir completamente as capacidades de um país, dificultando sua reconstrução por décadas.

Em relação a isso, o presidente dos Estados Unidos fez uma autocrítica sobre as intervenções militares passadas dos Estados Unidos no Oriente Médio e comparou a atual guerra com o Irã à invasão do Iraque em 2003. “Fizemos uma péssima escolha. Foi uma verdadeira bobagem. Não deveríamos ter estado lá, para começar”, disse ele em referência ao Iraque, antes de acrescentar que “também não deveríamos ter estado no Irã”.

No entanto, e apesar dessas críticas, Trump defendeu a necessidade de agir diante das capacidades nucleares iranianas e reiterou que a situação atual seria “completamente diferente” se os Estados Unidos não tivessem intervindo contra as instalações da República Islâmica.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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