Europa Press/Contacto/Nidal Eshtayeh
MADRID 25 jun. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos três palestinos foram mortos e outros sete ficaram feridos na quarta-feira em consequência de disparos do exército israelense durante um ataque de colonos extremistas na cidade de Kafr Malik, na Cisjordânia, perto de Ramallah.
Cerca de cem colonos invadiram a cidade, queimando veículos, casas e propriedades, atirando pedras nos moradores, que foram alvejados por soldados israelenses quando tentavam impedir os ataques, informa a agência de notícias WAFA.
A governadora de Ramallah, Laila Ghanem, descreveu o ocorrido como um "crime hediondo" que faz parte da "política criminosa do regime israelense na Cisjordânia", segundo a agência de notícias palestina.
O grupo de direitos humanos Yesh Din denunciou que a violência dos colonos na Cisjordânia continua "e está se tornando mais mortal a cada dia", tudo sob os auspícios das autoridades israelenses. É assim que se parece a limpeza étnica", denunciou em um comunicado.
Por sua vez, as Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram que "civis israelenses" incendiaram várias propriedades, levando a confrontos com moradores palestinos.
Ao chegarem ao local, as IDF disseram que foram recebidas por "terroristas" disparando tiros e atirando pedras, e foram forçadas a abrir fogo. "Foram identificados vários feridos e mortos. Cinco suspeitos israelenses foram presos durante os incidentes", confirmou o exército.
Desde o início da guerra de Israel contra a Faixa de Gaza, os ataques de colonos extremistas aos assentamentos palestinos na Cisjordânia aumentaram para ocorrências quase diárias, com a conivência das autoridades israelenses, que ignoraram as reclamações da comunidade internacional.
Após meses de sanções européias contra organizações e indivíduos envolvidos nesses atos, o governo britânico foi mais longe e atacou dois ministros do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Bezalel Smotrich e Itamar Ben Gvir, que têm incentivado essas agressões contra o povo palestino.
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