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MADRID, 9 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã suspenderam nesta quinta-feira o serviço ferroviário entre a capital, Teerã, e a cidade de Mashhad devido à última onda de bombardeios lançados pelos Estados Unidos contra o país, poucas horas antes do início do funeral do antigo líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, em um importante mausoléu dessa segunda cidade (nordeste).
“Após o ataque criminoso perpetrado nesta manhã pelo inimigo sionista-americano em um dos pontos da rota ferroviária entre Teerã e Mashhad, a circulação de trens de passageiros nessa rota foi interrompida”, informou a Companhia Ferroviária da República Islâmica do Irã em uma mensagem publicada nas redes sociais.
Assim, a empresa destacou que as equipes técnicas “foram enviadas imediatamente ao local” e acrescentou que “os trabalhos de reconstrução já estão em andamento”. “Estão sendo envidados esforços para reparar essa rota o mais rápido possível”, afirmou, antes de destacar que as pessoas afetadas estão sendo transportadas por outros meios de transporte.
As cerimônias fúnebres em homenagem a Jamenei, assassinado em 28 de fevereiro nos primeiros momentos da ofensiva lançada de surpresa pelos Estados Unidos e por Israel contra o país asiático, tiveram início na sexta-feira em Teerã e, após um dia de procissões nas cidades iraquianas de Najaf e Karbala na quinta-feira, seu corpo será enterrado hoje no mausoléu do Imam Reza, considerado um dos mais importantes centros de peregrinação xiita.
De acordo com informações coletadas pela agência de notícias iraniana FARS, os bombardeios atingiram também uma ponte em Golestão (norte), por onde passa a linha ferroviária que liga Teerã à China, usada também para o transporte de cargas rumo à Rússia devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos no estreito de Ormuz.
A ponte atingida fica na localidade de Aqala e representa um ponto estratégico do corredor entre o Irã e a China, seu principal parceiro comercial. A rota, parte da Iniciativa “Faixa e Rota”, atravessa o Turcomenistão e o Cazaquistão e tem tido especial relevância nos últimos meses devido ao referido bloqueio dos Estados Unidos.
Os Estados Unidos lançaram, entre terça e quinta-feira, várias ondas de bombardeios contra o Irã, alegando que agem em resposta aos ataques iranianos contra navios no Estreito de Ormuz, onde Teerã exige que a passagem seja coordenada com suas forças até que haja um acordo de paz definitivo que encerre o conflito em curso no Oriente Médio devido à ofensiva israelo-americana.
Em resposta a esses ataques, que deixaram pelo menos quatorze mortos e cerca de 80 feridos nesses dois dias, o Irã lançou mísseis e drones contra alvos norte-americanos em vários países da região, em meio a acusações mútuas sobre violações dos termos do memorando de entendimento assinado em junho entre os dois países e alertas sobre um possível colapso do cessar-fogo acordado em 8 de abril, do qual Israel também faz parte.
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