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MADRID 14 nov. (EUROPA PRESS) -
O Supremo Tribunal Federal do Brasil obteve a maioria dos votos na sexta-feira para processar Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentar impedir o processo contra seu pai por golpe de Estado, pelo qual ele foi condenado a 27 anos de prisão.
O relator do caso, Alexandre de Moraes, e os desembargadores Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram a favor da aceitação da denúncia e da acusação contra o deputado. Por enquanto, está pendente o voto da desembargadora Cármen Lúcia, que tem até 25 de novembro para se pronunciar sobre as acusações do Ministério Público.
Eduardo é acusado de tentar interferir, de fora do Brasil, na investigação contra seu pai, pressionando os juízes da Suprema Corte, "inclusive alardeando possíveis pedidos" contra os demais magistrados, de acordo com o juiz De Moraes ao argumentar seu voto.
Ele também apontou que essas "graves ameaças" foram materializadas por meio da imposição de sanções pelo governo dos Estados Unidos, desde aquelas impostas a ele e sua esposa, até tarifas sobre as exportações brasileiras e a retirada de vistos para funcionários do governo.
"Os acusados pretendiam criar um clima de intimidação em relação às autoridades responsáveis pelo julgamento de Jair Bolsonaro, bem como às autoridades responsáveis por um possível projeto de anistia aos crimes imputados" tanto ao ex-presidente quanto ao restante dos acusados de liderar o plano golpista, diz o juiz.
Eduardo Bolsonaro, que pode pegar até quatro anos de prisão, está em autoexílio nos Estados Unidos, de onde ele e Paulo Figueiredo, blogueiro e neto do ditador e ex-presidente brasileiro João Figueiredo, lançaram uma campanha de proselitismo pela libertação do ex-presidente.
Durante a deliberação do Supremo Tribunal Federal, Eduardo Bolsonaro descreveu a votação como uma "caça às bruxas", como ele indicou em suas redes sociais, afirmando que "esta é a estratégia de De Moraes contra os favoritos da direita para o Senado".
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