Publicado 16/06/2026 18:54

AMP. – O Supremo Tribunal Federal do Brasil condena Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão por obstrução à justiça

Ele fica impedido de exercer cargo público por oito anos

28 de março de 2026, Grapevine, Texas, EUA: Eduardo Bolsonaro, deputado federal brasileiro no exílio, discursa durante o terceiro dia da Conferência CPAC no Gaylord Texan Resort & Convention Center, em Grapevine, Texas, em 26 de março de 2026.
Europa Press/Contacto/Lev Radin

MADRID, 16 jun. (EUROPA PRESS) -

A Suprema Corte do Brasil condenou nesta terça-feira Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, a mais de quatro anos de prisão por crime de obstrução à justiça, no âmbito do processo contra seu pai por golpe de Estado, pelo qual o líder de extrema direita cumpre uma pena de 27 anos de prisão.

Os quatro juízes decidiram, por unanimidade, condenar o ex-deputado a quatro anos e dois anos de prisão, embora em regime de semiliberdade, conforme informa o jornal “O Globo”, o que significa que Bolsonaro pode sair do centro penitenciário durante o dia por motivos de trabalho ou estudo, mas deve retornar para dormir.

Além disso, decretaram sua inelegibilidade por um período de oito anos e impuseram-lhe o pagamento de uma multa equivalente a 100 salários mínimos, tudo isso após declará-lo culpado de tentar coagir juízes e orquestrar, a partir dos Estados Unidos, sanções contra o Brasil para obstruir o processo por golpe de Estado contra seu pai.

Essas tentativas incluem as tarifas impostas por Washington às exportações brasileiras anunciadas no ano passado, a suspensão de vistos para membros do Supremo e a aplicação de sanções econômicas contra o juiz do Supremo e relator do caso, Alexandre de Moraes, que declarou durante a audiência que a função de um deputado não é “fazer lobby contra o próprio país”.

Segundo o magistrado, as próprias declarações de Eduardo Bolsonaro constituem uma “confissão do crime” e refutam as alegações de sua defesa. Além disso, ele considera que as acusações apresentadas pelo Ministério Público contra ele constituem “atos executivos criminosos”, “com o claro propósito de favorecer os interesses” do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro também foi destituído de seu cargo como membro da Polícia Federal, assim como ocorreu em dezembro de 2025 com seu mandato na Câmara dos Deputados, por ausência injustificada, já que se encontrava nos Estados Unidos desde fevereiro daquele ano, para onde viajou a fim de interceder em favor de seu pai.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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