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MADRID, 10 jul. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o presidente francês Emmanuel Macron insistiram na quinta-feira na necessidade de aumentar a pressão sobre Vladimir Putin em uma tentativa de forçar o líder russo a se sentar para negociar um cessar-fogo e uma eventual paz justa para a Ucrânia.
"Essa pressão coordenada fará a diferença", disse Starmer, para quem o apoio contínuo à Ucrânia é essencial, já que "a Rússia não tem intenção de parar".
Devemos fazer tudo o que pudermos para garantir que os ucranianos resistam", disse o líder francês, depois de presidir uma reunião de videoconferência da chamada "coalizão dos dispostos" do centro de comando da OTAN em Northwood, aproveitando a visita de Estado do presidente francês.
A reunião também contou com a presença de autoridades norte-americanas, incluindo o enviado especial para a Ucrânia, Keith Kellogg, e o senador republicano Lindsey Graham, cujo projeto de lei para aumentar as sanções contra a Rússia foi aplaudido por Macron. "É um verdadeiro ponto de virada", disse ele.
Macron e Starmer também garantiram a seus parceiros que a França e o Reino Unido têm um plano pronto para ser lançado "em poucas horas" na Ucrânia, assim que um acordo de cessar-fogo for assinado. "É essencial que concordemos com uma visão comum com o exército ucraniano e, com base no plano já estabelecido, podemos organizar nossas ações", disse o chefe de Estado francês.
NOVA SEDE PARA UMA FUTURA FORÇA DE MANUTENÇÃO DA PAZ EM KIEV
Nesse sentido, o premiê britânico anunciou que Paris será a nova sede da "Força Multinacional para a Ucrânia". "Assim, estaremos prontos para apoiar um acordo de paz quando ele for finalizado. Mas enquanto Putin está virando as costas para a paz, estamos mobilizando mais apoio para a Ucrânia neste momento, para defender seu povo", disse ele.
Londres explicou que o plano "inclui um quartel-general operacional multinacional de três estrelas em Paris, liderado pelo Reino Unido e pela França, para supervisionar todos os preparativos táticos e operacionais". "O quartel-general, que será transferido para Londres após os primeiros doze meses, permitirá que os parceiros contribuam com forças de forma flexível e mobilizem equipes militares para diferentes linhas operacionais", disse um comunicado.
Também foi observado que, "quando a força for enviada, uma célula de coordenação, liderada por um oficial militar britânico de duas estrelas, também será estabelecida em Kiev". As tarefas dos "mantenedores da paz" são "regenerar as forças terrestres, proteger os céus da Ucrânia e apoiar a segurança marítima".
"Apoiar a Ucrânia não é apenas a coisa certa a se fazer, é essencial para garantir a segurança no país. É por isso que a 'coalizão dos dispostos' está assegurando que tenhamos uma força futura que possa ser mobilizada após um cessar-fogo para impedir a agressão russa nos próximos anos", disse Starmer.
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